Priscila  de Loureiro Coelho

Bodas De Ouro

             
           A estrada de terra batida, não estava tão ruim como pensava. Embora tenha chovido muito no dia anterior, estava seca e o carro, devagar, seguia sem problemas.

            Quando algum veículo vinha da direção oposta, um de nós parava e encostava no barranco, para que o outro passasse.

Sem dúvida uma estrada perigosa, mas o dia estava lindo e a vontade de chegar logo e desfrutar da beleza do lugar era enorme.

            Não é comum andarmos tanto, por um local tão ermo, mas naquele dia, tudo fazia sentido e nosso animo era dos melhores.

            Estávamos indo para as bodas de outro de um casal de tios. Seus nove filhos, já adultos, casados com filhos e alguns até netos, ali estavam com o semblante tão alegre e emocionado que contagiava cada um que lá chegava.

Priscila de Loureiro Coelho

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