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Eis que o poeta é porta voz da sutileza da alma, mensageiro de emoções tão peculiares e, no entanto, tão universais. Há em cada alma a ambigüidade do singular e do coletivo, compondo o mistério da totalidade que se manifesta no individual... Assim como o mar e a onda se interpenetram, e o sol e a lua se alternam, assim o estilo do poeta parece transitar em sua existência de tal sorte, que o faz um ser completo em sua incompletude. Único em toda sua expressão. Sua poesia é mais que um mero texto, ou um condensado de idéias harmoniosas. É, em verdade, a essência da beleza, matéria prima intuitivamente pura que se reveste na materialidade, oportunizando forma ao amor. Dizer do poeta algo mais é arriscar-se a formatar um andróide cultural que perdido em mundos inexplicáveis, porém não inexistentes, vive perambulando em busca de expressão. E ai dele se não permite que se externe a emoção! Há de inquietar-se inutilmente, negando aflitivamente a legitimidade da ilusão. Assumo a condição de poeta cujo estilo é a própria liberdade, pulsando como louca no peito, escorrendo alucinada pelas idéias que jorram em meu coração. Poeta é pura sensibilidade que atravessa a eternidade, movido pela força da paixão. Priscila de Loureiro Coelho |