Priscila de Loureiro Coelho

Chuva Que Cai

 

Quase me dá nostalgia

Este cenário molhado

Uma garoa tão fria

Respinga lá no telhado

 

E pinga a água bendita

Vazando constante do céu

Deixa-me um tanto aflita

Enquanto escorre ao léu

 

No entanto há beleza

Uma quase poesia

Talvez na própria incerteza

Que a chuva principia

 

Meu coração pulsa forte

Em suave sintonia

Parece que tenho sorte

Ao ouvir tal melodia

 

Toc, toc, gotejando

Em cadência sem parar

A chuva vai me lavando

Enquanto fico a cismar

Priscila de Loureiro Coelho

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