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Meu Filho |
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Contemplo-te, meigo... BeloRepousando inerte em tua cama Habitas certamente o castelo De minha alma, que tanto te ama
És a imagem pura da inocência O clarão resplandecente do universo Inspira-me eterna fonte de carência A qual me impele a este verso
No silêncio de teu quarto Com carinho observo-te a sonhar Tens o pensamento todo farto E o coração sempre disposto a se alegrar
Quem sabe onde vagueias agora Perdido num mundo de fantasia?! Teus sonhos que bailam pela noite afora Trazem ao nosso lar um clima de poesia
Zelo por ti com maior ardor Admirando-te enquanto adormeces A Deus entrego-te no meu amor Tu és a minha verdadeira prece
Moleque, és bem travesso Alegre, ativo e brincalhão Fazes jus a todo apreço De minha enorme afeição
Abrigo-te sereno em meu regaço Embalando-te em suave melodia Amenizo com cuidado teu cansaço Abrandando as incertezas de teu dia
Eu e teu pai, tão orgulhosos Por deres como és, fruto de amor Nos sentimos muitas vezes vaidosos De te sermos escudo protetor
Contemplo-te plácido, dormente Prevejo em teus olhos grande brilho Sussurro ao teu lado, docemente Obrigada, meu Deus, por este filho! Priscila de Loureiro Coelho |