Priscila de Loureiro Coelho

Vou Contigo


Pego suas mãos e aceito seu convite...

Sigo-o, confiante, pelo espaço infinito

Acompanhando sua direção

E o firmamento que a tudo assiste

Exibe para nós, um tom bonito

Na mais sutil e delicada emoção

 

Junto a você, sigo atravessando o tempo...

A contento entrego-me aos seus cuidados

Numa atitude quase infantil

Há um toque de mistério a cada momento

Que seguimos juntos, abraçados

Numa paixão intensa e febril

 

Mergulhamos no fogo que nos queima

Permitindo arder livremente a paixão

Que aplaca os desejos com loucura

O amor quando é doido sempre teima

Dominando e arrebatando o coração

Ate rendê-lo, sem pudor, todo ternura

 

Vou contigo nesta louca aventura

Sem me importar com o que diz minha razão

Impetuosa e sem compostura

Numa mistura escura de ilusão

 

Ambos seguimos formando belo par

Partilhando o desejo com o firmamento

Espalhando alegria pelo ar

e nossas juras soam junto ao vento

 

E no momento exato em que vou me entregar

Suspende-se todo e qualquer movimento

E eu experimento a eternidade...

O instante mágico em que estou a amar

Não me permite nenhum sentimento

Se consumindo na vertente da vontade

 

Paralisa-me o desejo em vão tormento

Que alimento com ansiedade

Enquanto dengosa vou me entregar

E esse amor é quase sofrimento

Que me enlaça com facilidade

Em ondas de prazer a circular

 

Uma mistura interessante e deliciosa

Nem mais sabemos onde eu, onde você!

Nossas almas seguem juntas melindrosas

Entretidas na ânsia louca de querer

 

E eu me rendo docemente a você

Sentindo a alma espalhar-se emocionada

Misturando-se a sua energia

Você é fonte de todo prazer

A outra parte em mim, vinculada

E a razão maior de meu viver!

Priscila de Loureiro Coelho

Voltar