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Concluindo... Como as águas, contornei os obstáculos; Como o vento, atravessei todas a fendas; Como a luz, iluminei espaços tenebrosos; Como o ar, ocupei todos os vácuos; Como o sol, abrasei com meu calor Cada porção de um gélido coração.
Esqueci todas as glórias; Com as derrotas (que foram muitas) Aprendi a suportar tormentos. Nunca logrei esquecer as injustiças, Mas perdoei a quem as cometeu. Da franqueza, o meu escudo; Da lealdade, a eterna companheira. Dos milhares de quedas que sofri Me levantei de todas, embora Sem a ajuda de uma mão amiga. Talvez minh’alma fosse por demais pequena. Olho pra trás e só enxergo névoas, Olho pra cima e só distingo trevas. E à minha frente diviso imenso abismo
Onde mergulharei na imensidão do nada. |