Raymundo Silveira

É  Fácil, Muito  Fácil Ser Deus

 A sensação que experimento todas as vezes que sento a este computador para escrever deve ser semelhante à de um pássaro preste a alçar o seu primeiro vôo. A diferença é que, para o pássaro, este ato, aos poucos, vai-se tornando banal e em mim, o sentimento de liberdade, ao contrário, é mais intenso a cada dia. Dizer aquilo que penso, o que tenho vontade de dizer e haver pessoas querendo escutar é um dos poucos prazeres que alguém pode sentir nesta vida. Mas este prazer não se limita a isto. Sei que serei lido por centenas de leitores que gostam do que escrevo, menos por atacar alguém, mas por proporcionar algum prazer salutar através das minhas idéias.

 Este prazer se intensifica mais ainda quando percorro os principais saites da Internet e vejo os meus textos estampados em quase todos eles, sem que, para isto necessite pedir, implorar, suplicar para ser publicado. Interpreto este detalhe como algum valor que as pessoas responsáveis por tais publicações, enxergam naquilo que escrevo e, conseqüentemente, na repercussão que alcançam os meus textos junto aos seus leitores. Mesmo correndo o risco de vir a cometer graves omissões, gostaria de destacar alguns destes saites. A relação abaixo não obedece a outro critério que não o da ordem disposta nos meus <i>favoritos</i>.

  Neste exato momento estou constatando que há matérias atualizadas – não estou me referindo aos arquivos - escritas por mim e exibidas nos seguintes saites: “Jornal de Crônicas”, “A Garganta da Serpente” (contos, crônicas e poesias), “A Casa do Bruxo”, “Anjos de Prata”, “Grupo Palavreiros”, “Jornal da Poesia”,” “Projeto ZAP”, “À Flor da Pele”, “Nave da Palavra”, “O Caixote” (neste, tenho uma Biblioteca permanente), “Site da Magriça”, “Usina de Letras”, “Diálogo Médico”, “Site da Escritora Vânia Moreira Diniz”, “A Confraria”, “A Patada”, “PD – Literatura” (coluna), “Officina do Autor”,“Poesia Diária”, “Litteratura”, “SPN - Revista Virtual” (coluna). Não sei ao certo, mas penso ter esquecido algum. Se isto tiver acontecido, peço desculpas.  

   Convém destacar que não computei os MIL textos nem os vinte e cinco livros eletrônicos do meu próprio saite, inaugurado há cerca de uma semana e com o marcador já exibindo, neste exato momento, dez mil cento e trinta e cinco acessos. Além disto, no saite de pesquisas Google há 7640 referências a citações, títulos ou e-books referentes às minhas escrevinhações. Há quem diga que isto é pedantismo, exibicionismo, “olhar para o próprio umbigo” querer ser escritor e até querer ser Deus. É até possível que se trate disto mesmo. Mas eu juro de joelhos e de mãos postas que não gasto um centavo e nem imploro para que isto aconteça. É muito fácil ser Deus.

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