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Não Apaguem As Estrelas Não apaguem as nossas estrelas. Elas são tão poucas; roucas (Alguns dizem que são loucas), De tanto falarem E poucos escutarem. Não apaguem as nossas estrelas Muitos dizem que são insanas; Que são todas doidivanas, Mas, igual a Bilac, eu as escuto “Pálido de espanto”. Não apaguem as nossas estrelas: Nem nos pampas, nem em Sampa, Nem no Rio ou São Luís Nem em qualquer pedaço de céu Deste grande pequeno país. Não apaguem as nossas estrelas: Quase ninguém mais as vê, Pois como bem disse o poeta Existe uma “feia fumaça” Empenhada em apagá-las. Não apaguem as nossas estrelas: Hilda partiu e, portanto surgiu Mais um astro no firmamento, Só pra fazer muita inveja Ao Cruzeiro do Sul. 07/02/2004 |