Sandra Fayad

ALfazema
-A Lavanda Nossa De Cada Dia

Todos os anos, no início da primavera, os produtores de plantas ornamentais e medicinais participam de Feiras promovidas em vários pontos de Brasília, como a Granja do Torto, o Centro Comercial Gilberto Salomão, o Shopping Casa Park, as Associações dos Produtores de Sobradinho, do Lago Oeste, do Vicente Pires, além de outros locais, onde há exposição permanente de produtores rurais.

Durante o período em que me dediquei ao estudo e produção de ervas medicinais e temperos, participei de várias delas, como expositora.

Uma vez, no meu “stand” uma planta que chamava a atenção, pelos seus galhos e folhas branco-acinzentados e algumas flores na cor azul-violeta.

Uma visitante parou diante dela e perguntou-me:

-E este bonsai? É muito caro?

-Realmente, parece um bonsai, mas é apenas um pé de alfazema em seu tamanho natural. É não é tão caro – respondi.

Diante da sua surpresa, informei, ainda, que um pé de alfazema bem cuidado não só faz bem aos olhos, mas a todo o resto do corpo e da alma.

Bastante cultivada no sul da Europa, nas regiões montanhosas dos países mediterrâneos. essa planta que mede de quinze a sessenta centímetros de altura, pertence à família Lamiaceae, onde foi batizada como Lavandula officinalis chaix. Talvez por causa da sua nobreza, popularmente continuou sendo conhecida também por Lavanda ou Lavândula.

Os nomes botânicos Lavandula spica L. e Lavandula officinalis Chaix são sinônimos e indicam a mesma planta. A alfazema é uma das espécies mais raras e encantadoras da nossa flora.

Bela, mas sensível e delicada, só vinga no clima tropical, se forem observadas algumas exigências básicas durante o cultivo. Suas matrizes, originárias de mudas por estacas ou sementes, devem ser colhidas no outono e colocadas em repouso, como se estivessem de férias em uma praia, ou seja, devem permanecer em solo arenoso até a primavera. Para o plantio, é necessário escolher um local fresco, com muita luminosidade, mas livre dos excessos das chuvas. A água que vem de cima constitui-se no vilão que faz adoecerem seus galhos, destruindo-as rapidamente.

Sedativo, tônico para o sistema nervoso, auxilia no combate a ansiedade, depressão, insônia, dor de cabeça, tensão muscular na região da nuca. Na medicina oriental, constatou-se que a alfazema fortalece a parte In do indivíduo, auxiliando no amadurecimento do lado emotivo.

Ajuda também no tratamento de bronquite e asma, afecções do fígado e baço, nervosismo e tem efeito regulador da menstruação. Mas, em doses altas pode ser depressiva, causando sonolência. Não deve ser usada por quem tem úlcera.

As propriedades medicinais das alfazemas são também de ação anti-séptica e inseticida, aproveitadas há séculos pelas donas de casa; as sumidades floridas, colhidas antes do desabrochar, constituem um dos mais preciosos componentes da farmácia caseira.

Na Culinária aromatiza geléias, vinagres doces, cremes, e carnes cozidas à provençal.

Seu aroma delicioso está presente, ainda, nas fórmulas mágicas dos sabonetes, cremes e loções do toucador feminino e masculino, que prometem aromatizar, acalmar e suavizar a pele.

 Fontes:

http://www.chi.pt/Extras/plantas_medicinais/alfazema.htm

http://www.khouse.fplf.org.br/projetos/planta/planta17.html

http://www.papamelipiau.hpg.ig.com.br/plantasmedicinais.htm

Livro: Plantas Medicinais, do cultivo à terapêutica, de Drs. Anderson D.Corrêa, Rodrigo S. Batista e Luis E. M. Quintas, da Ed. Vozes.

Conhecimento e Experiência Empírica por parte da Autora

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