Sandra Fayad

Melissa

Com nome de mulher e de marca registrada de sandálias infantis, a ERVA MELISSA, cientificamente conhecida como Melissa officinalis, é um gênero botânico da família Lamiaceae, originária do sul da Europa e de parte da Ásia. Em Portugal, essa espécie é conhecida como limonete. No Brasil, dão-lhe, ainda, os nomes de erva-cidreira, chá-de-tabuleiro, erva-luísa e salva-vidas.

Seu uso é tão antigo que já aparece na Odisséia de Homero. Seu aroma costuma atrair abelhas, razão porque foi batizada Melissa, em homenagem à deusa Melona, protetora das  abelhinhas. Atribui-se a ela, ainda,  poderes para fortalecer o amor, quando misturada ao vinho.

Quem não está acostumado a cultivá-la, à primeira vista, tem a impressão de estar diante de um canteiro de hortelãs de folhas graúdas, tal é a semelhança física existente entre ambas as plantas.  No entanto, seu cheiro característico é semelhante ao da erva cidreira do campo, e suas aplicações na cosmética e nos tratamentos de saúde são idênticas às do capim santo (ou capim-limão). Atinge de quarenta a setenta centímetros de altura, possui folhas verdes amareladas, ovais e dentadas. O fato é que se caracteriza por ser de múltiplas facetas, pois faz parte da tribo das hortelãs e das cidreiras ao mesmo tempo, mas seu chá tem sabor inconfundível. Em minha opinião, é a mais perfumada e de maior concentração de princípios ativos, só encontrando competidor no capim santo, que também é uma delícia de chá relaxante. Sou tão exagerada nas preferências, que tenho em casa um canteiro de cada: hortelã (do qual falarei oportunamente), erva melissa, erva cidreira do campo e capim santo. 

Quanto ao cultivo, necessita de alguns cuidados, até “pegar”. O plantio é feito através de sementes em sementeiras, ou reproduzidas por estacas. Detesta solos encharcados, e deve ser plantada ou replantada no período chuvoso, em solo rico de matéria orgânica e bem drenado.  Necessita de iluminação em, pelo menos, uma parte do dia, não tolera geada e pode viver até dez anos. Colhidas após quatro meses, suas folhas podem ser utilizadas de imediato in natura ou desidratadas à sombra para uso posterior.

Desde o século X, é utilizada como medicamento pra tratar os casos de ansiedade e depressão. Com o passar do tempo, e graças aos estudos realizados por pesquisadores, outras aplicações importantes foram atribuídas a essa erva. Assim é que, quase sempre na forma de chás, é utilizada na medicina como calmante (crises nervosas, taquicardia, melancolia, depressão, histerismo), antitérmico, regulador menstrual, analgésico (espasmos), digestivo (gases, enjôos), auxilar no tratamento de pressão alta e problemas circulatórios.

Na culinária, serve para temperar carnes brancas, compor saladas de frutas, fazer sucos, refrescos licores.

Já na cosmética, usam-na para banhos de vapor e compressas para cicatrização de acnes e picadas de insetos.

M ostras o que não és,

E s o que não pareces ser.

L onga é tua existência,

I ntenso o teu sabor.

S emeada para crescer,

S erves desde os males de amor

A té os banhos de vapor.

Fontes:

1 - Livro: Plantas Medicinais Do cultivo à terapêutica, de Anderson Domingues Corrêa (Farmacêutico), Rodrigo Siqueira Batista (Médico) e Luis Eduardo M. Quintas (Farmacêutico). Editora Vozes.

2 - Revista Ervas Medicinais, da Editora Escala Rural

3 - Revista Plantas Medicinais, da Editora Canaã

4 - Experimentos e Conhecimento Empírico por parte da Autora

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e-mail: sandrafayad@brturbo.com.br

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