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De baixo Da Lona preta "Debaixo da lona preta, na terra crua e batida, nos espaços áridos da vida, surgem àquelas mãos, sujas do desemprego, renegadas do latifúndio maldito. Ocupam o espaço de chão, Na lavra labuta diária, em sol a pino, Regam com o suor do corpo dorido, A esperança.
Mas vem a “justiça” expedita Do latifúndio, Vem com tropas ou capangas, Matar o corpo em despedida. Novo despejo e os trecos na estrada, Nova espera e a dor maldita.
A certeza é, no entanto, sábia Na desigualdade. Vai novamente construindo esperança, Enquanto espera a oportunidade.
Ninguém de fome vai morrer mais. A marcha segue outra vez, Mais uma vez, mais uma vez.
Já não são dez, Já não são cem, Com mulheres e crianças já somam mil.
Novamente a terra está ocupada mãos seguras desta vez não erra, É ocupar e resistir, Já não há mais porque partir.
Desse chão e dessa terra, Fértil e prenha do cultivo constroem da semente bendita, a nova planta da vida e a nova nação."
Vanderleycaixe 01-03-2005 escritório |