palavras extraídas de pedreira
De Fernando Oliveira
Para Vânia Moreira Diniz

o sol.. para ti.. nasce todos os dias
a noite és tu que a decides.. nas tuas galantes elegias
artista.. no corpo testemunho
mãos espalmadas para dar.. mel.. ou punho

na alma estética de movimentos sonhadores
actos pragmáticos.. de tons moderadores
os teus textos são pedreiras.. de onde se devem extrair novos conceitos
destinados ao remoçar dos homens.. desfeitos

por quem gritas.. as bocas fechadas
porque quem curas.. as chagas descuradas
ah... bela prosadora... quisera o tempo dar-te
a vida eterna.. no teu jovem tempo.. que já é arte

e tão somente um espaço de escora
que outros esperam e.. na tua pena mora
os traços da cristalina exuberância
no papel exarado pela constância

como os antigos filósofos.. criarias faróis alimentados de sorrisos
que irisariam as mentes infectas.. despidas de brandos sisos
neste entretanto.. desejo-te milhões destes considerandos faciais
que no teu olhar.. se alimentem os mais arcaicos e pobres racionais

ferool

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