
Vazio
De Vânia Moreira Diniz
Traduzido por Fernando R Oliveira
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Vazio... Contemplo
a minha volta e nada vejo Não
encontro ressonância e me distancio, Sinto a
leveza, tento pegar e não consigo, As cores
não são do extenso universo, Ando, e
me concentro, Vânia Moreira Diniz
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Vide
Je regarde autour de moi, je ne vois rien rien, strictement rien Le tout s’apparente à un grand mystère et je prie Sans pouvoir discerner les secrets que j’enferme et préserve, dans mon cœur dépeuplé
Je ne trouve aucune résonance, et m’éloigne Aucune révélation ne pointe j’abandonne Ne voyant pas l’éclat du phare, je me sépare comme si rien je n’avais connu je flanche
Je sens l’apesanteur sans pouvoir l’apprivoiser je m’approche de la miséricorde que je devine en pleurant, car je ne la connais pas Je pleure car je ne connais pas son étendue
Poursuivant l’idéal auquel je ne crois plus dans l’univers aux couleurs sans apogée L’agonie persiste et la tristesse refuse de s’en aller L’insensibilité se réfugie dans l’antre des illusions, où je me trouve bien caché
Je ne veux pas de la nostalgie d’un contact des souvenirs dissimulés derrière un mur du rêve toujours vivace et encore tenace et du passée emporté par les ténèbres Je n’aperçoit que le chagrin perpétuel l’intuition de la démence et le vide d’effusions ensevelies par l’épreuve
Cœur pour toujours blessé je chemine concentrée j’avance le pas est apathique pas sur
Je touche le vide…
Vânia Moreira Diniz (trad ferool) |
palavras
extraídas de pedreira
De Fernando Oliveira
Para Vânia Moreira Diniz
o sol.. para ti.. nasce todos
os dias
a noite és tu que a decides.. nas tuas galantes elegias
artista.. no corpo testemunho
mãos espalmadas para dar.. mel.. ou punho
na alma estética de
movimentos sonhadores
actos pragmáticos.. de tons moderadores
os teus textos são pedreiras.. de onde se devem extrair novos conceitos
destinados ao remoçar dos homens.. desfeitos
por quem gritas.. as bocas
fechadas
porque quem curas.. as chagas descuradas
ah... bela prosadora... quisera o tempo dar-te
a vida eterna.. no teu jovem tempo.. que já é arte
e tão somente um espaço de
escora
que outros esperam e.. na tua pena mora
os traços da cristalina exuberância
no papel exarado pela constância
como os antigos filósofos.. criarias faróis alimentados de sorrisos
que irisariam as mentes infectas.. despidas de brandos sisos
neste entretanto.. desejo-te milhões destes considerandos faciais
que no teu olhar.. se alimentem os mais arcaicos e pobres racionais
ferool