Vilma Cunha Duarte

A Dança do Vento

Quieta no meu cismar

Vejo as artes do vento

Que assobia que dança

Na coreografia  tão sua

De  provocar  natureza

 

Acorda  dia preguiçoso

Refrescado com orvalho

De beijos da noite amante

Venta setembro calorento

Desflorando a primavera

 

Tomba frutos condenados

Levanta braços de árvores

Sopra voraz  folhas mortas

Dançando  ballet diferente

Para quem sente a  poesia

 

O vento ousado  toca-me

Acariciando  lembranças

Acordando  as  saudades

Dormideiras no coração

Abraçadas no meu amor

voltar