Vilma Cunha Duarte

 Amor Amigo

(Com a bênção do Poetinha)

Em tudo ao meu amigo eu darei alento
 Com imenso amor, sempre, e santo
Que até chorando o mais triste pranto
Dele eu cuide em qualquer tormento.

Quero tocá-lo e ser o bendito ungüento
E por seu amor serei doce acalanto
E dividir-me em oferta se for preciso tanto
Com o seu sofrer ou sorrir, no enquanto.

E com o bom amor talvez seu peito cure
Quem sabe a mágoa, que eu nunca tive
Ou ainda a carência, que machuca e dana,

Então direi desse amor (que vive)
"Que não seja imortal posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto ( eu) dure".

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