Vilma Cunha Duarte

Arte E Manhas de Tempo

Tranco  a porta do ontem

Com a sina do que já  foi

Sem ressaca dos sentires

Volúveis de hoje incerto

Livre para viver amanhã

 

Tempo é coisa de gente

Para encarcerar o sonho

Encurralar dias...meses...

Na prisão do calendário

Que não assinala poesia

 

Minha chuva e meu sol

Meu inverno e o outono

Conto em rima e versos

Que deixo na primavera

Nos cheiros cor de amor

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