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Canto De Ninar Quero consolar mil carências... E tal número saberia O montante das tristezas? Sinto, meus braços são asas Gangorrando o meu corpo Na cadência do compasso No espaço Como se eu fosse... O berço de ninar o mundo. No peito, de memória O amor milagreiro Vai tocando notas certas Libertas. De entreter saudades Ungir feridas Pintar sonhos de verde. Nesse vai-e-vem. Com tantas penas sofridas E curtidas Vou fazendo meu ofício De acalanto e remissão. Afasto nuvens cinzentas Descortino o céu de anil Do Brasil Até chegar de noitinha. Agora, sou uma estrela Com a bênção do luar. E faiscando alegria Fiz chorar tanta carência Que se foi como orvalho De lavar um outro dia Com Poesia... |