Vilma Cunha Duarte

Minhas Estações

 Abro a janela de mim

E deixo outono reinar

Já fui a flor primavera

Desabrochei  à espera

De ser o fruto de amar

De Mãe-Poesia eu vim.

 

Cresci  matizes  verão

Sol amarelo brilhante

Vermelho lindo ocaso

Azul anilando o prazo

De nuvens soluçantes

Até mudar de estação.

 

Um dia serei o inverno

De juntar corpo e alma

Mas, agora sou outono

Acalanto e  doce sono

Fruto maduro a calma

E gosto de amor eterno.

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