Vilma Cunha Duarte

Noites Vazias

Caindo de sono tranquei a noite e os desejos sofridos de fora
A lua emburrada escondeu-se detrás daquela nuvem de chuva

Estrelas apagaram-se em protesto ao meu descaso incomum

De cúmplice acordo bom e amigo pediram à nuvem para chover

Quem sabe acalentar sono viúvo que doía de dormir e esquecer 
No quarto eu e a cama linda de dois suspirávamos... ! saudades  

Triste órfão lado vazio. Sonhando vontades senti-me nova mulher

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