Quem será tal doidivanas
Que aninhou-se no meu peito.
Fazendo sonhar desse jeito
Parece o dito e feito
Com o auge da paixão.
Pode ser a poesia
Que fez amor e deu cria
Quem diria
Com a recatada emoção.
Quem sabe é a carência
Tão chorona e dependente
Chamando a atenção doente
Gritando : Sou eu, gente!
Um pouco da sua atenção.
Ou aquela boa saudade
Do meu tempo de princesa
Juventude sem tristeza
Com a cara da beleza
Sem pesar lamentação.
Já sei. É a companheira
Ela sempre, a poesia.
Ardendo de noite e de dia
No fogo da minha alegria
Lareira no meu coração.