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Conhecimento: Assim
como as investigações sobre a própria vida e sobre o mundo da matéria,
as pesquisas relativas ao espírito
e às emoções humanas também progrediram . Todavia ainda não se
esclareceram
alguns
mistérios sobre a razão por que os seres humanos experimentam alegria ou
pesar e aflição, porque a tensão emocional freqüentemente constitui
a causa de doenças
e
também sobre a possibilidade de recuperação de doenças emocionais.
Embora os estudos do espírito e das emoções humanas tenham sido
intensos, a importância da relação básica entre respiração e
função física e mental tem sido, até recentemente, em grande parte
ignorada. Visto que a respiração é algo comum a todos nós, as
funções respiratórias não foram, por longo tempo, consideradas um tema
adequado à investigação científica. Poder-se-ia mesmo dizer que foi a
importância da respiração- o fato universalmente reconhecido de que, se
os órgãos respiratórios deixam de funcionar, a morte é conseqüência
imediata- que desencorajou os homens de estudá-la. Lao tse, um antigo
sábio chinês, certa vez disse: “os homens não poderão perceber a
forma de um quadrilátero tal qual ela é se este for demasiado grande
para eles”. Seria correto dizer que a respiração é “um
quadrilátero demasiado grande” para que os homens o percebam.
O dr. Wilhelm Wundt (1832-1920) tentou, durante a última
parte do século XIX e o início do XX, expor a misteriosa
relação entre respiração e as atividades mentais. O dr.Wundt e seus
associados na Universidade de Leipzig, na Alemanha, concentraram seus
esforços nas
alterações respiratórias causadas por alterações do estado
mental. Entre
suas obras estão: P.Mentz, Die Wirkung Akustischer Sinnesreize auf Atmung
in W. Wundt, Philosophische Studien, 1895,11,61, Zoneff e E. Maumann,
über Begleiterscheinungen Psychicher Vorgänge in Atem und Puls in W.
Wundt,
Philosophische Astudien, 1903,15,1. E F. Rehwordt, über
Respiratorische Affektsymmptome in W. Wundt, Psychologische Studien,
1912,7,141.
Após
a guerra do Vietnam, médicos especialistas dos EUA entregaram-se a
estudos
exaustivos sobre a respiração. Verificou-se que quando o homem
respirava profundamente aparecia em sua corrente sangüínea uma
substância chamada ëndorfina”. Descobriu-se que a endorfina afeta o
córtex cerebral e ajuda o homem a esquecer e a eliminar da memória
temores, receios e pavores, atuando também consistentemente e eficazmente
para controlar e regular a função de vários órgãos. Em consequência
disso verificou-se que a endorfina era eficaz na manutenção do conforto
mental e físico.
Nos Estados Unidos os exercícios que ajudam a regular as funções
respiratórias, como a contemplação budista, praticada pelos adeptos da
seita
zen, os exercícios de ioga e as artes marciais chinesas estão
sendo consideradas com renovado interesse. Entretanto nos países
orientais como o Japão, a Índia e a China, métodos terapêuticos
antiqüíssimos destinados a regular e controlar a respiração têm sido
praticados há milhares de anos. Por exemplo, na Índia, a Yoga ensina que
a finalidade do exercício de inspirar o ar é
absorver a força vital denominada prana. “Prana”significa a
vitalidade que há em abundância por todo o universo. Na Chian. Por outro
lado, acreditava-se que o propósito de se levar o ar para dentro do corpo
através da inspiração era absorver uam poderosa energia capaz de
sustentar a vida. Na
mais antiga história do Japão, o lendário Nihon shoki, há um verso
segundo o qual “o panteãio de divindades”nasce “em meio a uma cena
de nevoeiro que se assenta enquanto o vento geme como se o ar desse um
grande suspiro”. A respiração era, pois, considerada da maior
importância e tida como fundamento da humanidade. Da mesma forma, na
Europa, expiração significa morte, e inspiração, sensação espiritual
e exitação da alma. Pode-se
dizer que isso confirma o fato de que
entre os povos da Europa, que deram origem à língua portuguesa,
por exemplo, o significado e a importância da respiração são
percebidos da mesma forma que entre os povos do Oriente.
Recentemente, em muitos dos países industrialmente avançados, a
respiração tem sido objeto de grandes esforços de pesquisa. Muitas
descobertas foram publicadas e circulam entre os profissionais da
medicina. Essas descobertas estabelecem que a respiração representa um
papel-chave na conservação da saúde.
A
Relação entre a Respiração e a Emoção
Nós, seres humanos, respiramos continuamente durante todo nosso
tempo de vida;em geral 18 vezes por minuto, 1080 por hora e 25920 vezes
por dia . A respiração
normalmente é um ato inconsciente, realizado apenas em resposta à
necessidade fisiológica de troca de gases. Vários estudos sobre o
assunto revelam, contudo, que há uma íntima relação entre a
respiração regular inconsciente e o estado emocional da pessoa. Nestes
estudos verificou-se que a espiração tem com as alterações emocionais
uma relação mais estreita do que a inspiração. Em outros estudos ficou
demonstrado que a respiração é profundamente afetada pela decepção. Foram
feitas observações durante um exame de raios X, e estas indicaram que
há uma correlação entre o movimento do diafragma e as alterações do
estado emocional. Num experimento o exame broncoscópio inicial revelou
que o tamanho
de sua cavidade bronquial variava em resposta a estímulos
agradáveis e desagradáveis. Um exame radiológico subsequente
confirmou que a exposição a tais estímulos provocava acentuadas
alterações na amplitude dos movimentos diafragmáticos
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