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Considerações
pessoais sobre a relação entre "Quando somos capazes de compreender o lado rico de estar só, quando perdemos o medo de nos defrontar com nossa solidão, rebelamo-nos contra muitas das pequenas e múltiplas regras de convívio. Então nos tornamos mais livres, inclusive para recompor as bases dos relacionamentos que nos aprisionam. As normas terão de se ajustar aos novos tempos, passando a respeitar mais a individualidade recém-adquirida e a liberdade que vem junto com ela. Impossível abrir mão de uma conquista tão prazerosa." Flavio Gikovate em artigo Concessões, uma forma de evitar atritos> "Enquanto a sociedade feliz não chega, que haja pelo menos fragmentos de futuro em que a alegria é servida como sacramento, para que as crianças aprendam que o mundo pode ser diferente. Que a escola, ela mesma, seja um fragmento do futuro..." Rubem Alves Quando guria dos 07 aos 15 anos ) joguei muito frescobol e tênis, no frescobol meus grandes parceiros sempre foram adultos ,pai e amigos deste, jogávamos até cansar, uma delícia,já com os meninos, uma barbaridade, queriam vencer, não entendiam o jogo, as meninas, também não entendiam muito, tinham medo da bola, distraíam-se e furavam o jogo, desastre. Nas quadras de tênis nunca fui muito boa, pois ainda queria “jogar ”frescobol” , fazer um jogo bonito e gostosos, infelizmente, ganhava dos meninos de minha idade, apesar dos seus esforços em derrotar-me, pois virava o jogo quando percebia que ali queriam era testar força, então eu usava um pouco de percepção e inteligência, o que lhes faltava pelo imediatismo em acabar com o jogo, e vencer rapidamente ( ejacular ?) Com meninas perdia, pois as da minha idade treinavam e eram carreiristas ,vencedoras ( competitivas) por natureza ? Havia nelas muita garra e raiva, . Certa vez meu professor de educação física, início dos anos 70, na época eu jogava basquete, chamou-me atenção, pois eu reclamava da violência com que as adversárias se colocava. Disse_ Mulheres em jogos coletivos precisam de uma rede para separá-las , ! Eu larguei o basquete, fiquei no time de voley (R*) Meu interesse sempre foi participar, brincar ,as disputas realmente não me agradavam particularmente, alegria maior estava em buscar o saudável exercício físico ao mesmo tempo em que as relações pessoais e as amizades cresciam , as rivalidades crescentes nas disputas, levaram-me ao gosto do ciclismo, da natação e do mergulho subaquático, neste último esporte encontrei a incrível colaboração, estando em ambiente estranho , não mergulha-se só, necessitamos do parceiro que nos cuida , o cuidado é recíproco. Há um silêncio inerente a este esporte, há descobertas isoladas que são fontes de trocas quando vir à superfície, como no ato sexual ,uma boa conversa pode surgir após as sensações novas, estímulos a serem trocados, deste silencioso e intenso exercício de percepção e colaboração recíproca em busca de prazer e mais vida a descobrir. O velejar também é um bom modo de exercitar o respeito a algum parceiro. Concluindo esta reflexão, e deixando aberta a relatos e comentários , penso que o homem quando diante da adversidade cria laços, aprende a arte do diálogo e da amizade, motivo porque alguns casais fecham-se em seu amor romântico adquirindo um inimigo comum, forjando certas vezes, e no caso de adolescentes o inimigo são os pais por desejo de liberdade dos códigos e normas impostas.. Pessoas que aprendem a ser e , conhecer-se e respeitar-se primeiramente, estão mais aptas a encontros alegres, onde o que conta é as descobertas em qualquer jogo ou atividade , descobertas e aprofundamento de si e dos outros, em investidas honestas ,onde há espaço para reflexão ( espaço) O amor Romântico é idealizado, fechado ...e fadado ao rompimento ! Destaco o valor da amizade ,pedra fundamental de qualquer relacionamento duradouro ,este sentimento nasce muita vezes, por algum interesse comum, seja ele a liberdade, o respeito a si próprio, à vida ou mesmo algum mais generalizado como uma filosofia, um autor ,uma disciplina, artes, matemática, etc; Alguns interesses mudam, porém o desejo pela vida, e este se não despertados na infância, deveria ser procurado e direcionado com valores éticos e com integridade mais tarde. As escolhas ,inerentes a interesse genuíno pelaVIDA, é por si só um modo de ver e viver no mundo com mais sabor e desejo de desperta nos que o cultivam vontade de partilhar tal interesse, e nisto há com certeza um passo em direção ao outro, se este estiver aberto às descobertas e não simplesmente fixado seu interesse no jogo de poder sobre os corpos Virgínia F. de Além Mar |