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Águias,Águas,Sonhos, Artes, Imagens... porque a vida só não basta Para Vânia Moreira Diniz ( amiga/“irmã/mãe Espiritual”) e ao meu mestre e pai biológico Março > dia Primeiro Nascimento de Sandro Botticelli Dia 02/ nascimento de meu pai Dia 08/ Dia da Mulher 21 março equinócio de outono Desde que se tem conhecimento histórico das façanhas humanas , muitas mentes lúcidas foram tidas como utópicas e fantasiosas por diferenciarem-se das maiorias encobertas pela poeira do inconsciente coletivo. Seres humanos que viveram intensidades e ‘a frente de seu tempo . Nalguns momentos duvidaram de suas próprias e solitárias visões . Poetas , videntes , profetas ,bruxas e crianças sonham , percebem e voam mais alto e mais além do horizonte , pois mantém , apesar das aparentes marolas ,a confiança da terra ‘a vista , amam os altos montes, as tempestades gigantes, moinhos e vendavais. Do alto do mastro vêem que tudo passa e o horizonte é sempre mais e mais além !
Sempre amei as antenas, um verdadeiro fascínio, desde que em minha casa aos quatro anos de idade chegou a TV. Meu irmão com nove anos de idade subiu ao telhado e levou-me a sentar-me lá com ele ao lado da antena de TV . De lá pude ver mais longe, estar mais perto do céu. Meu primeiro por de sol vermelho intenso foi visto de lá. Subia pela ameixeira de um lado da casa e descia pela pereira do outro lado, grandes paisagens, viagens após o almoço. De lá fazia teatro de fantoches para a vizinha grávida que rolava de rir.Transpunha muros minha voz ! Avistava, ao longe ,os meninos ruidosos alegres virem da escola, chutando pedras. Um contentamento observar, ver o que as pessoas em suas salas de estar,comprometidas com a programação de TV ,não podiam assistir. Meu pai levou-me a ver no alto da Serra do Mar uma Antena maior , muito, muito alta, donde pensei ter avistado o mar. A beira mar punha-me a mirar o horizonte , pequenina de maiô de tirantes , ainda vejo-me ali estupefata com a imensidão das águas, suas ondas, espuma e meus pés na areia afundando, sendo engolida pelo desejo da terra, água e sal. Nadei, nadei, fomos certa vez perto do grande navio, meu pai e eu! Boiávamos após a rebentação ! Delicias do pertencer ! Levou-nos ao Farol da Solidão ,que grandiosidade ! Escadarias , faróis, antenas construções especiais , orientações aos homens do mar , transmissores de comunicação, instrumentos de voz ! Na ponta dos pés meu filho aos quatro anos de idade em frente ao mar na Bahia disse-me ter visto um tantinho da Europa ! Concordei ,é logo ali do outro lado do mar...Dei-lhe um binóculo improvisado; dois rolos de papelão unidos por uma linha de crochê , este pôde ver bem melhor a Europa e sonhar pra lá retornar ! São necessárias mais que palavras, imagens ,referências para mais sonhar e crer ! Sim nós queremos ir além , seja do jeito que for , assistindo ao programa de Tv ou subindo no telhado, queremos ser mais além, ver mais além , pois a vida só não basta e por isto temos sonhos e a arte ! ( F. Pessoa disse algo neste sentido, não lembro de cor )
a trilhar
mais e mais adiante ,com olhar ao alto e ao longe ! Parimos e, nossos sonhos, filhos, projetos tornam-se realidade e passam a ter vida própria . É preciso AMAR para deixar irem folhas ao vento, livros , linhas, palavras, crianças que desligam-se de nós , entregues ao mundo a descobrir e despertar em olhos , corações e bocas ( corpos) alheios mais voz. Interpretações multiplicam-se e transformam filhos, livros, palavras em outras tantas sensações, fluxos contínuos abertos a procriação, diversificação, variações que agregam aos próprios leveza, intensidade , beleza e alegria , pulsações ! Anjo beijo-te e abraço-te afetuosamente nesta hora em que as carnes cansadas despertam para o grande espírito da Águia! Ela cuida e mantém a essencial força do ser , nela tudo é vivo,revigorado , a existência potencializada !
Virgínia f. de além mar 26/02/2006 alusiva ‘a cartinha para Vânia Moreira Diniz em 26/02/2006 02/02/1918 Nascimento de meu amado, inesquecível mestre , amigo e pai BMF link para dicas > http://www.vaniadiniz.pro.br/virginia_fulber/dicas.htm Ao longe o marLetra e música: Pedro Ayres Magalhães ( Madredeus)Porto calmo de abrigo
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