Virgínia Fulber

Amigo, Desalinho em Busca da Unidade

     Um som que ressoa entre  as   vidraças    ainda     lambidas de chuva e fumaça,  um trem circular entre  terra e mar desconhece limites ,atinge o céu em plena tempestade,   vaporiza-se  em cadeias, em  teias que amanam   a Luz que   a tudo   desvenda,    entre  olhares    não vistos   adivinha  a   rota sem   pretender,    atinge os caminhos  ainda não percorridos  ,elos  devires de potências,vidas, em percurso .

     Como não crer    naquilo  que não se vê ,mas,   intui- se na admirável conexão   entre  as pontes, fontes moleculares que vibram numa frequência  de mesma potência e alinhamento, gentes, sementes , mentes,  corpúsculos    dum mesmo organismo que tendem  ao  encontro  por atração e afinidade em tom.   Conjunções    de  fluxo e  refluxo de estares, existências à   caminho de que? Nesta viagem de encontros e reencontros  percebe-se   um   modelo ensaio  ou erro ? Creio que esta   palavra que me é tão cara, “Amigo”, a  mais  cara é minha ciência de existência dum infinito ! Virgínia F. de Além Mar

 < Para especialmente , Vânia M. Diniz , minha amiga que nunca vi ,sempre presenti >

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