Virgínia Fulber

Artes na Revolução da Percepção de si e da sociedade (breves considerações...)
 

    

       Dedicado  especialmente  ‘as mamães e mulheres, esta singela  contribuição

ao  entendimento de si, de seus amores e da da sociedade, com meus votos

mais sinceros  de que  sigam  corajosamente na construção de sua  autopoésis .
 

   Viver não é necessário: o que é necessário é criar»                                                                   
(F. Pessoa ) 

 "a pintura é poesia muda e a poesia é pintura eloqüente(Plutarco)

     Nas ARTES  uma via   de "tornar o pensamento visível" e dar vazão das fantasias  amorosas e suas  restrições   a primeira restrição que a civilização

impõe e sobre a qual se funda, é uma restrição sobre a sexualidade humana.

     Num momento em que urge a necessidade  de uma Sociedade “ sustentável ‘,

pois que é evidente que não podemos mais continuar consumindo a mãe terra  até o ponto de extinguir  com as  fontes energéticas  da quais necessitamos .

     Já Freud em Totem e Tabu esclarece  a necessidade de regulação  da libido e seus inestimento  como necessária  na manutenção da  vida em sociedade , o fazer  em conjunto.   Eros (Amor )e Ananke ( mães da moiras /necessidade da mitologia  grega/romana  ) se tornaram os pais da civilização humana, o homem tendo que privar-se  de seu desejo  sexual , a mulher  ( no caso ) pela necessidade  de sobrevivência e a mulher a uma parte  si mesma da qual foi separada ,os filhos e ao seu cuidado . A sublimação é o que permite a vida em sociedade .

     As Artes tem uma função inquestionável, paralelamente com a Filosofia e Ciência , mas a primeira  da conta daquilo  o pensamento , a racionalidade não é capaz de resolver . A Arte , a poesia ( do grego poésis = criar )  incumbir-se a  viabilizar descongelar a visão mecanicista a que ainda , alguns encontram-se aprisionados . 

     René  Magritte  afirma numa entrevista: "Quando vi pela primeira vez a reprodução do quadro de Chirico: 'O CÂNTICO DE AMOR', foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida:os meus olhos viram opensamento pela primeira vez".

     A revolução   (  mudanças de valores ) já não é mais um sonho , está em marcha movida pela " beleza " convulsiva "  , uma proposta bretoniana ( surrealista) que provoca não somente  “a revolução das mentes mas também "a revolução da realidade social "  para Breton pautadas em duas chaves  do surrealismo  a injunção de Marx de transformar o mundo e a de Rimbaud de transformar a vida.  Conforme  Breton

  <o ato de escrever deveria significar alguma coisa, devia ser mais do que só literatura; a criação deveria gerar mais do que a mera arte.” Revolution of the Mind uma biografia de Breton /  de Mark Polizzotti New York: Farrar, Straus & Giroux, 1995)

     As obras de Arte   provocam  Catarse  além de despertar nos apreciadores co/ criadores com  seus sentidos  e interpretações, criando valores, expondo-se a si mesmos , provocando pensasentimentos. A arte   faz brotar  lembranças inconscientes e, o indizível  pode aflorar  com a potência  poética e auto-poética ( criativa) .

     Convido  ‘a Apreciação de L'Orfeo no youtube  , certamente nem todos apreciam òpera http://www.youtube.com/watch?v=yxBT1pfVAKQ e, alguns não foram estimulados  a educar os sentidos , entretanto, creio qu na a uma ora de tal grandeza

É impossível ficar indiferente.

 “Se aprender a falar é o primeiro passo, supondo que o estudo das palavras se conclui do das idéias, aprender a ouvir deve ser a segunda preocupação do aprendiz de filosofia, e com toda a certeza uma das questões centrais da educação. Plutarco, no seu curto ensaio datado do ano 100 d.C., quis remediar esse vazio constitutivo da história de uma retórica do ouvir. A cultura do ouvir supõe a aliança da eloqüência e da filosofia. Ao ouvir, aprendemos mais a pensar do que a falar, pois esta audição é feita da própria substância das palavras, tendo a retórica, por assim dizer, apenas uma função reguladora e exterior. O começo de bem viver é bem ouvir>>Como Ouvir “  (Plutarco//Ed. Martins Fontes)

     Indico um Passeio  MUSEU do Sexo interessante  Sala História e Antropologia da Sexualidade

     Afinal o Poeta  Fernando Pessoa  vivenciou como poucos seus   “  universos paralelos “assim  pronunciou “ A literatura como toda arte é uma confissão de que a vida só não basta “ . O que exige  uma abertura e construção contínia da subjetivida através da alteralidade ...Abertura ao devir ( existência = potência  ) visto que existir é exercer suas potencialidades ,  é bem mais que simplesmente  “viver” é um processo um convite a fenomenologia, a experimentação e, construção  constante de si mesmo e do mundo .... 

afetuosamente, virgínia  além mar  07 de maio  2007 (Ecce mulieris como vir a ser o que se é  

Imagem > meu  Poema  Cello  ilustrado pela  manamiga  “maga”  Michele Sato( bióloga,filósofa , Poeta e ambientalista  ) em 04 maio 2007  meus agradecimentos em

vicamf@yahoo.com.br

 Poemas e Recanto das Letras

 

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