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Às Mulheres Nesta semana trago prosa e versos às mulheres , companheiras de luta ante um mundo que ainda privilegia demasiadamente a mentalidade masculina, principalmente àquela mulheres meninas às quais esta mentalidade continua atormentando , e que são vítimas de si mesmas agora, por desconhecerem sua força e sensibilidade e ou não darem ”ouvidos” a sua voz interior ,Luz que brilha em si e para si e que muitas vezes esta “voz sentido “ reprimida só é evidenciada em sintomas físicos .Sim sintomas de uma sociedade doente que ainda , discrimina mulheres, mães! Triste perceber que estas mesmas, muitas vezes aceitam tais discriminações, baixam a cabeça e submetem-se docemente aos insensíveis, certamente vítimas da sociedade educação, cultura , porém nada justifica a violência contra às mulheres e seus corpos , esteio da sociedade ,peitos que amamentam, colos que aquecem, não “virgens santas”. tampouco ”bonequinhas de luxo”, e sim seres humanos que necessitam respeito e cuidado .São fulminadas pela mídia que só favorece à baixa auto estima destas criaturas , vendendo imagens de corpos sarados, siliconizados, rostos entalhados pelas clínicas de cirurgia plástica ! Mulheres, meninas que submetem-se às atrocidades do bisturi antes mesmo de tomarem consciência de que mais que nada são pessoas e não objetos de consumo. Mulheres cuidem de si , cultivem o Ser, não temam perder neste jogo insane de poder sobre os corpos ! Perde-se de si mesmas, esta sim é uma perda desnecessária que se refletirá nas próximas gerações . Amem, amem muito porém antes de buscar quem as ame, amem-se a si mesmas e procurem conhecer seus corpos, amá-los, ouvi-los e sobretudo passem este conhecimento de si ao seus companheiros, àquelas que se conhecem tem mais chances de obter prazer sexual Plenitude e realização pessoal , estando mais próximas a si mesmas através do auto conhecimento têm mais chances de conhecer um parceiro que a complete com respeito ,amizade e afeto verdadeiro, uma velhice sadia , inicia-se na infância ,porém sempre é tempo de descobrir ,e colorir a vida com o encantamento de uma vida mais plena e satisfatória.
Pantera /Samurai /Águia amanhecida Ao perceber naqueles que me circundam o desejo de posse sobre minha mente, minhas idéias, meu corpo, sacudo-me ligeiramente, numa agilidade felina desprendo do pelo qualquer insidiosa pretensão alheia. Há um preço nisto, o preço de vagar certas vezes, solitária em desertos , porém este deserto jamais é de mim mesma, estrangeira ao mundo estando no mundo, livre para pertencer à todos e a ninguém, uma mente maior me governa, algo que chamo tempo/natureza, à ela fiel não por escolha e sim necessidade, pois nesta Natureza/Tempo há uma indiferença às normas que me atrai, apesar do cruel desejo de tantos em cercá-la, aprisioná-la, surpreendem-se aos seus trovões, erupções, desmandos ! Estou em tudo e a nada pertenço, estou contigo, comigo, e, se vires bem dentro de meus olhos sentirás que não pertenço a ti, somente a mim mesma ! Rogo a cada respiração, seja ampla, esteja inteira no presente ! Observa teu sentir ante à vida e dela tira teu instrumento , teu diapasão ! Observa atentamente àqueles que dizem “vem por aqui !” A maioria quer a razão que não é de ninguém, e de todos, cada qual com suas razões Respeito o momento alheio. sigo , não posso esperar-te, já ví este episódio, tenho outros campos a semear ! Um ritmo próprio que, demasiadamente me conduz à meu destino de ser humana, indivíduo, única, assim como é minha digital, nenhuma tatuagem deixo marcar, as linhas que a mim, somente a mim, foram presenteadas ! Ao deitar-me presto contas à minha consciência, reverencio diante a fluidez dum rio que escorre em minhas veias , meu mar vermelho a ele deixo-me pertencer ! Ondas me sacodem e chamam a cada segundo, preciso manter-me viva, e se para isto sem teus olhos e peito terei que seguir...que mal há nisto ? sigo inteira mesmo assim, ligeira pantera olhando abismo de si ! Agora Incorporei olhos e asas de Águia ,para viver entre abismos e desertos,/ ,da fera/mulher , ego perdido em desejos , me despeço e sorrio contigo conosco em pleno farfalhar de asas em busca do infinito ! “Decifra-me ou te devoro !” Virgínia F. de Além Mar 1986 Leoa CativaEntre um sim e um não Dardo feroz, cruel malícia em sofreguidão dissipada tua voz Tens além de belo pêlo membranas, garras e longa passada Um credo em desvelo Temes girar na selva calçada Saliva , lambida ,cuspida , rugido Comprido, lamento, fermento de Albatroz ! Maré vem, maré enterra , só és na terra Dos homens cruéis ! Dou-te, por agora, um sopro nas narinas Ergue-te entre as mandíbulas Imita jangada que é fera Em driblar ondas e vendavais Não temais entre o córtex e a cortina Tens um Oceano a mais ! Virgínia F. de Além Mar 26/11/2004 http://vicamf.multiply.com/journal
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