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Delírio I e II Delírio I Movimento de sombra e luz, jogos que além das palavras suscitem algo do mais obscuro , num redemoinho , turbilhão de afetos jogados como um lança chamas sobre as formas prontas, derrete-se a imagem inicial, convertendo-a noutra que se afina num presente inaugural. Surpreendente torvelinho de idéias, pulsa em delírio e /vento. Num salto sobre o ardor ,cavalga o verbo intransitivo Desponta como música, atravessando os lagos , o cavaleiro já é passado, razão e luz é o cavalgar !
Delírio II Escrever é tornar-se, é um vir a ser, lançar-se nas e através das percepções e dos afetos , registrá-los na memória do tempo. As percepções já são multiplicidade no momento em que delas se lança mão, serão além, impressões de vida ,vida mesmo potencializada e potencializando afetos capazes de provocar encontros e reencontros nas dobras do tempo, assim sendo escrever também é viver em outras dimensões de Espaço tempo,é tornar-se a própria dobra e desdobrar-se sobre ela mesma sendo outros, vários dispositivos de afetos . Virgínia Fulber ( de Além Mar |