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Dezenove de Abril* |

| Aos que resistem sob o sol Estou disposta a aprender contigo; humildade, orgulho, sentimentos e coletividade Minha tribo está dispersa, já não cantamos reunidos. Controversa é a modernidade, Afasta-se do clã e de seus filhos por vaidades, pois da terra sabedoria esqueceram. Há fome e sede de mata, de rios e peixe sadios. No poder do invisível já não cremos. Lambendo a terra, o vento desenha nosso rosto e não tiramos a máscara ao dormir...Não sonhamos mais direito um futuro a construir... Do rito das Iaras, há que com índios reaprender a repartir quinhão de decência e de alegria e aprender a obediência às leias da natureza. Com disciplina e tolerância aprender a perseverar no que resiste sob o sol ! Aos amigos Xavantes agradeço pois convosco aprendi a repartir o pouco e a abundância e ainda , que nas distâncias as vozes falam evocando ao invisível e que a ele entregam-se também desejos, sonhos e paixões desenhando no rosto do tempo um amanhã ... Estou disposta a desaprender ! * Prosa Poética Publica no EBOOK AVBL – Parolas ao Sol - 2009 |