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Escolher é Deixar Escolher é deixar ", a cada dia nos deparamos com esta dificuldade, <escolhas > ,podemos escolher entre estar de bem conosco ou de "mal". Quando nos sentimos mal é porque fizemos más escolhas, escolhemos ficar de "mal conosco", crendo que estar de "bem com o mundo que nos cerca" é um dever. porém a verdade é que escolhemos estar "de bem como o mundo" pois temos medo de perder alguns afetos, e muitas vezes este "medo de perder" nos distancia a cada" má escolha" de nós mesmos. Somos ambíguos em "nosso querer". Temos desejos equivocados, desejamos que os outros mudem...sentimos raiva de nossa própria impotência .Nos preenchemos de raiva para não sentirmos o vazio,. que também passará quando o medo da solidão for enfrentado e compreendido, surgindo assim o renascer diante de si. Um encontro com o Ser ! A solidão maior é a de estamos apartados de nós mesmos ! Ao realizamos boas escolhas , estamos mais próximos do si mesmo de nós , o que inevitavelmente nos leva à bons encontros, encontros com semelhantes, pessoas que buscam deixar suas ilusões, o mundo das aparências. O sentimento de vazio inicial é natural visto que estávamos cheios de escolhas equivocadas e as alimentando . Percebemos que quando escolhemos estar conosco , ouvirmo-nos , sentiremos um vigor. Se a culpa povoar em alguns instantes , não atenhamo-nos à ela...Este sentimento esconde a Raiva e o medo . Toda realidade é ” trabalhável “. Construir o futuro é tarefa a ser empreendida no presente, no estar presente ,consciente de si mesmo diante à realidade. Somos dotados duma capacidade extraordinária a de inteligir. Nosso corpo é flexível e pouco utilizamos da plasticidade deste . Mantemo-nos em apego à velhos padrões de comportamento que é um dos fatores geradores do descontentamento, pois padrões, são padrões apenas índice da rigidez físico/mental. Escolher é deixar é entregar-se ao devir de si mesmo numa atitude de fé na vida e na aquisição da potência existencial. O ser humano tem um potencial criativo que não utiliza em virtude de seus medos , dúvida ante as “escolhas”. O exagerado medo de errar conduz ao erro e ao amortecimento da percepção. Desejamos a liberdade de sermos nós mesmos e para tanto há que correr o risco , enfrentar o desafio de ser o que se é . Difícil por vezes abandonar a acomodação de determinada situação conhecida pelo novo. Em artigo anterior citei a obra que continua a sugerir ,:A Solidão Domesticada - a angústia de separação em psicanálise > Autor -Jean-Michel Quinidoz - Ed.Artes Médicas. Concluindo embora em termos cronológicos somos adultos, porém enquanto não cortarmos o cordão emocional continuaremos agindo como crianças “afetivamente dependentes da aprovação materno/paterno e projeções destes . O novo homem é o homem criativo, adulto que conserva em si a vitalidade da infância , curiosidade e capacidade de recriar-se a cada dia, utilizando de sua potência, numa atitude positiva diante à vida ,fazendo escolhas, arriscando-se ao devir de sua existência ,alçando-se ao seu vôo solitário, porém sem deixar de ser solidário, pois o homem satisfeito ,alegre ,consigo mesmo é generoso, já possui a si mesmo .O rancor é fruto da insatisfação pessoal! Virgínia F. de Além Mar
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