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Virgínia Fulber
Índio

“No
adorno, sorriso, hábito guerreiro. Tens meu caro povo tanto a ensinar-me ,
passar tradição e liberdade ao filho. Manso saber coletivamente viver.
Dança que afirma existência terrena - comunitária e pacífica que dá
suporte também espiritual.
Ritos de nascimento, passagens de idade, de mundos e de irmandade porque
ser Índio não é pertencer a uma raça é saber que todos somos de uma só,
humanos e, também confiar apesar de tudo na transitoriedade ...
À vocês meus irmão meu respeito e uma pena imaculada em minhas mãos.
Que todos os dias voltem a ser dos Índios fiéis da terra guardiões .
CALAR , MESMO é coisa rara, e quando o fazemos não só nossa pele fica
sedosa, como os outros tagarelam mais ainda em pensamento, embora depois
de um tempo começam a ouvir o vento !
Xavantes - Notas de Viagem
vicamf@yahoo.com.br
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