Virgínia Fulber

Mulheres, homens sujeitos num contexto Vivo ( dinâmico)

     Venho  brindar à todos os homens e mulheres que cultivam o feminino em si e desta forma integram-se como indivíduos.

     Mulheres que lutam descobrem que além de uma "bailarina" possuem um guerreiro que as pode orientar , o masculino em si ! Já é tempo de não aceitar rótulos e discriminações quanto ao Gênero ao qual pertencemos . Mulheres que adquiriram o auto respeito são admiradas e valorizadas pelos homens , bem como homens que tem uma auto estima razoável são mais admirados pelo sexo oposto.

Respeito e admiração são decorrentes duma postura interna .

     Os homens lamentavelmente foram desencorajados a entrar em contato com sua sensibilidade, nesta nossa sociedade ambos os sexos sofreram condicionamentos impostos pelas religiões e outros fatores culturais . Muitas mulheres ainda acreditam que mudarão "seus "homens  e , criam filhos para si , o que é um erro, um exercício de poder "velado" . Enquanto existir nas relações o desejo de posse, o sentimento de incompletude, e as relações de poder , não haverá "um mundo melhor", nem paz verdadeira, tampouco respeito à natureza, visto que onde há relação de poder está implícito o ressentimento, o rebaixamento, e onde estes sentimentos habitam não há espaço para manifestações livres e criativas que seriam a saída para uma nova "estética da existência " a amizade, que só pode acontecer entre seres livres, não mais dependentes dum "pai ou mãe"  que os alimentem no sentido psicológico e ou material.

     Somos cada criatura única, indispensável , interligados por uma tênue linha chamada vida, não  “possuímos  “ nada nem ninguém, somos parte do processo  e o modo como encaremos as relações será determinante para o futuro destas. Estamos em aberto, poucos percebem que já estamos vivenciando o processo democrático, onde discordar não é “brigar”, onde podemos ter uma voz, sermos uma voz, exercermos o auto descobrimentoe uma  nova postura não mais ditatorial sobre  o outro tampouco sobre a natureza, ouvir é essencial neste processo se queremos realmente construirmos uma sociedade que substituirá a democracia, não sabemos como será , mas é para tanto crucial  percebermo-nos como agentes criativos . 

     Foucalt propôes uma  nova "estética da existência" , a AMIZADE , pouco entendida ainda, penso  que é possível através da valorização, respeito as singularidades ,e viabilidade do potencial humano indiferente à sexo, gênero, raça ou crenças , “é falar de multiplicidade, intensidade, experimentação”.

     Importa pois,  levarmos em conta de que quando falamos de homens e mulheres estamos  nos referindo  à sujeitos e não a objetos.. E quando observamos os recursos naturais venhamos a entendê-los como manifestações de vida .Virgínia Fulber de Além Mar

Virgínia Fulber de Além Mar           

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