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Novelo
de lã e o infinito vir a ser ou.. <Arte do querer > Além das estrelas há um bem que já esqueceu que para o outro é alguém ........... ora, pois...um menino sua face oculta ? ......... Borboletas entre as mãos refrescam seu estar ...... Ora, pois, ora luta entre a selva do mais poder? não creio que tais anseios perturbem o “alguém” de quem deseja a labuta do querer ver além! Há tanta arte no brincar de amar ! Há tanto Mar no poder da luta que labuta o marinheiro do viver.. Há neste vir a ser sempre mais e mais viver ..navegar até além mar Encontrar quiçá este "além do homem" - menino que renasce do arfar de borboleta... Arte do querer ! .......... Sabes pois , mesmo sem querer que é teu o carinho desta hora mais faceira de labuta estreitada num afeto re inaugurado ...quase fado.. quase brisa ... quase um beijo em olhos fechados ! ....... Condenado? ...pois, quisera ter poder de condenar todo ser ao encanto de transformar todo encontro em feliz estar de bem com o mar, e o outro e no além das estrelas , toda luta transportar em alegria teu e cada viver ! ...... Ora pois,...põe calados olhos neste ninar ...que meus lábios haverão de sussurrar segredos desta brisa que trouxeste em pensamento ...quase ausência...quase presença...no imaginário um colorido ampliar ....... Nesta seara de cores haverá espaço entre teu corpo e o meu garoto? ..... O futuro a girar, girar, o mundo , as horas se perdem e se reencontram no baile das asas da imaginação onde tempo e espaço suspensos entre os braços estendidos neste apelo de prosa corrida...bem vinda palavra inicial... Tinge o universo de verso ... Vasto mundo... Que mundo há de saber das letras do vir a ser o si mesmo? Reencontrar no infinito enigma ! < outro de mim que em ti se agita !> Exercício do melhor de nós ;Imitar o amor que a si mesmo hospeda como flor em botão e ,ao sopro dos ventos de algodão desvela-se e desenrola-se como o novelo de lã... Tecer amizades, meninos, meninas, velhos moços somos todos um mesmo povo a construir-se e reinventar novas formas de agir, abrir espaços nos laços de mais querer ! A prosa emerge do inconsciente como um dispositivo é quase pronta ... quase um ponto , porto dum encontro que se segue em despedida num vir a ser ! O que é um dispositivo ? Uma espécie de novelo ou meada, um conjunto multilinear de linhas de diferentes naturezas, que seguem direções diferentes e formam processos sempre em desequilíbrio. Cada linha está quebrada, e submetida a variações de direção (bifurcada, estrangulada) e derivações, que tanto se aproximam como se isolam entre si. < BALBIER, E. et al. Michel Foucault, Filósofo. Barcelona, Gedisa, 1990: 155-163 Virgínia Fulber de Além Mar
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