Virgínia Fulber

Perdão E Renascimento

 O novo homem, o renascido ,criativo, disposto, corajoso, destemido até creio ser o proposto pelo Crucificado, o homem que não ressentido conseguiu perdoar a si mesmo e ao outro, tantas vezes  apontado como culpado, sim a humanidade ainda encontra-se aprisionada numa teia de intrigas, ou armadilha conceitual onde um culpado deve ser sacrificado, sim justo o velho conceito de "felicidade"  , precisa ser sacrificado, para tanto  reconhecido o conjunto de tramas nas quais nos deixamos enredar. Um enredo pouco inédito seguimos sem reflexão, no qual a culpa e o ressentimento são tantas vezes o carcereiro .

Nesta época do ano em que os cristãos  celebram a Páscoa ressurge uma lacuna no tempo, um momento ,uma oportunidade de rever valores, uma trégua para reflexão sobre os condicionamentos aos quais nos adaptamos, assumir pois, uma atitude benevolente para consigo e com o outro, buscar o diálogo franco sobre as questões que sufocam e realmente nos tornam solitários e ressentidos penso seria uma proposta bastante interessante para um feriado cristão .  Presentes são distribuídos , mas o melhor presente talvez seja permitir-se estar presente ante a si próprio e desta forma disposto como presente ao outro.

Lidamos mal com os limites, cremos que estes vem de fora, do outro e perdemos a noção de que o que nos prende a teia são nossos próprios preconceitos ressentimentos e conceitos assimilados . Ao  abrir os braços ao devir  à vida, com uma boa vontade de ir de encontro a esta estamos nos colocando numa atitude corajosa e  criativa e o novo poderá nos surpreender ,

Se somos novos  presentes a vida ,os outros novos serão aos nosso olhos. Temos um poder de renovação pouco exercitado, muito temido; o afeto sincero proveniente do encontro no agora. A compaixão não é dever é uma conseqüência  do estar em paz consigo mesmo, da reconciliação com a vida.

Páscoa renascimento, esperança de felicidade só pode existir naquele que permite deixar  para traz o velho homem de si  sem ressentimento ou rancores  numa atitude de celebração e,  alegre disposição para consigo mesmo que implica em paciência , calma e coragem diante ao que ainda não conhece , pois,  não o  viveu.  .

     Com meus votos sinceros de uma boa Páscoa !

       Virgínia Fulber  além mar 

vicamf@yahoo.com.br

http://www.ufmt.br/gpea/web_agua.htm

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