Virgínia Fulber

Prosinha Inútil  

    
Ando meio quieta  nos escritos, leio  tantos bons autores,  reflito   se meu olhar sobre

'a vida tem algo de novo a dizer .Para ser escritora   falta-me muito  talento, dedicação.  

Escrevo bilhetes  aos amigos, sussurros nos ouvidos  do vento  ele sabe  'a quem contar,

eu não !

     Poemas   gosto  de escrevê-los  são momentos de tamanha verdade, sinceridade,   despretensiosos,   inúteis no melhor sentido, como enfeites  ,saia rodada,  adereço no

bolsinho da lapela.  pétala de rosa  esquecida sobre o sofá .Uma gravura,  música

inutilidades  a desviar-nos  de nossos nós . 

   Borboletas  passam  para lá e para cá  talvez fazendo exercícios, talvez  cochichando 

segredos,  alheias a qualquer utilidade . 

   Talvez se não quiséssemos tanto achar um sentido em cada traço desenhássemos  melhor,  talvez se não quiséssemos ser tão  úteis a vida  fluiria com  a leveza das  painas  branquinhas

ou , Plif, plof, gotinhas de chuva ... Flof, fofas  poções de algodão ,  agasalho  ou refresco aos corações sem a mínima idéia de sê-lo . ...Numa casual inocência gostar  também das pessoas

pelo que elas  possuem de inútil 'a nossa própria  exigência  seria este o  amor incondicional 'a própria  e toda existência  um grande SIM ?

            d’ além mar

                             vicamf@yahoo.com.br    http://ppoetas.blogspot.com/

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