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Desejo Encantam-me as texturas, descobrir as vozes entre os vazios de cada fibra, desmembrar os fios de despedias , destinos de cada cor, seus desejos anteriores ao fugaz entreterimento de encontros aleatórios de fusão de tintas em estações do tempos do vir a ser. Desejo desde sempre, ouvir no vento que ecoa estas vozes caladas, que em nós e laços formam fibras e corpos. Escuta , escuta um olhar que grita na tempestade distante ! Uma tênue luz me apraz, ver demasiadamente, pode cegar as mãos ! Desejo penetrar os mistérios da vida , nutre-me a ânsia de continuar. Brotam fontes d’água no cordão inicial que a toda teia ilumina, aquece as manhã d’orvalho desconhecido! Sim ao orvalho desejo pertencer ainda , esta ínfima ternura de toda textura incomensurável que é a existência contida , do fogo nascida ! Energia latente , semente, sêmem que jorra ainda quente na esperança dum ovulo fecundar ! Espírito latejante nos dedos do artesão ! São suas mãos que eu quero saber , seus desejos desconhecidos nos desfiles de ondas elétricas, uma estética desprendida da estática figura esculpida . Vida instinto prenuncio dum resto , fragmento, enxerto ? O nada preenche este vaso inerte que ao devir da descoberta entrega-se ao desvelar-se no outro e neste continuar ... em lançamento, envolvimento ,Eros ,elo étnico, criatura ! Virgínia F. de Além Mar 06/11/2004 |