Virgínia Fulber

Dicas 
Brindo Aos Meus Queridos

Brindo aos meus queridos, nesta semana em que uma nova estação inicia,

trazendo esperança , apesar do  Planeta estar sofrendo, vem potencializar-nos

com seu convite alegre à vitalidade com  perfumes, cores e ensolaradas manhãs

primaveris  ,com DICA  dos Artigos no Site CETRANS ,  Centro de Educação

Transdisciplinar, para que os que não conhecem o projeto  da   USP,    possam

Apreciar esta nova proposta de mudança de paradigma. Para ler os artigos na

íntegra acesse a Página no Link http://cetrans.futuro.usp.br/ e poderão escolher

outros ainda se os assuntos e as novas idéias interessarem. Deixo-os com meu

Brinde ao reinicio que esta Primavera sugere !      

              Aprender a ser

               Profª Mariana Lacombe

"A grande questão é alcançar a sinceridade,

a verdade absoluta consigo mesmo.

Não se trata de querer tal e tal coisa mas

unicamente o que nossa natureza individual

nos manda querer, para sermos nós mesmos e

nada mais do que nós mesmos.

Fora disso tudo vai ter a mentira."

Henrick Ibsen (...)

I. A LIMITAÇÃO

Sem dúvida nada mais difícil, raro do que alcançar a "sinceridade". A realidade resiste a nossas melhores leituras ou interpretações. Ela se encontra sempre um passo mais a frente: como escreveu Basarab Nicolescu: "Entendo por realidade em primeiro lugar aquilo que resiste às nossas experiências, representações, descrições ou formalizações matemáticas".(Basarab:1999). Para alcançar alguma sinceridade é preciso se debruçar sobre o que em nós mora de inautêntico, sobre nossas limitações, aceitar uma posição de aprendizagem que implica o reconhecimento de uma margem de ignorância, e até de facticidade, de impostura.

O principal obstáculo ao desenvolvimento integral pelo ser humano parece ser a redução dos significados, sua pluralidade, sua complexidade a uma verdade unilateral e parcial ou ""dogma" do qual uma pessoa ou grupo de pessoas seria o detentor. Esta situação dogmática tem como mola propulsora um movimento de imposição de um sentido unívoco aos outros, evitando o diálogo e impedindo a compreensão. Este movimento de imposição, é um movimento assimétrico, de desequilíbrio que articula relações de poder, dentro das quais uns dominam outros se submetem, sem que este fato obedeça a uma explicação lógica e justificável, como a dependência momentânea da criança ao adulto, do doente ao médico. É assim porque eu mandei, porque fulano decretou, mesmo que não haja nenhum motivo para isto, de tal modo que o sujeito ou o grupo aprisionam a realidade num único nível, nível este explicaria todos os outros.

 

Heidegger descreve a vida inautêntica como a ditadura que a massa impõem ao ser humano e no qual este se perde "a gente falou, a gente resolveu, a gente vai, a gente fica". É preciso "estar na média"; estar na média do que é politicamente correto, do que é elogiado, aceito, como do que é censurado", "do que promete sucesso", "ou do que impede o sucesso", "no mundo da média do que é conveniente, tudo já está preestabelecido, predeterminado e até mesmo o risco autorizado foi delimitado. Qualquer exceção é imediatamente descartada. Tudo que é original é tratado rapidamente, as vezes da noite para o dia, como o "óbvio", o "super conhecido". Tudo o que foi conquistado por uma luta assídua e corajosa cai em qualquer mão e é banalizado. Todo segredo perde sua força. A preocupação em "estar na média" revela uma tendência para o nivelamento para igualização".

"Distancialidade", "Estar na média", "igualização" constituem os modos de ser que conhecemos sobre o nome de publicidade. Heidegger tece já em 1927 uma violenta crítica ao mundo publicitário (não tão longe da afirmação de Basarab Nicolescu de que há atualmente dois caminhos para a humanidade o de comerciantes ou o de caminhantes) segundo Heidegger a publicidade é refratária a qualquer diferença de nível e a autenticidade, ela se apresenta contra tudo isto. Como neste mundo "a gente" já decidiu tudo de antemão, o sujeito não precisa assumir nenhuma responsabilidade. Afogado na impessoalidade, a massa age e dilui as dificuldades. A pergunta "quem?" recebe a seguinte resposta: "ninguém". Cada um é o outro e ninguém é si próprio.(...)

Ciência, ética e solidariedade,

FIEDLER-FERRARA, Nelson/Físico Teórico do Instituto de Física da USP

“Desenvolvimento com progresso só se faz quando princípios éticos guiam primordialmente as relações humanas, em particular o trabalho intelectual. Ao cidadão cabe cobrar daqueles que fazem ciência esses princípios, mais isso obriga-o também à adoção de atitudes igualmente éticas no sentido de uma sociedade justa. Nosso olhar sobre o mundo dever ser de totalidade, de abertura, de leveza, de clareza, de flexibilidade e de sensibilidade. Apenas uma ética solidária - cooperativa e baseada numa intenção de qualidade do que se pensa e se faz - pode permitir a superação dos dilemas nos quais estamos mergulhados.”(...)

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