Virgínia Fulber

Dicas 
Compilações Alma - Psico-filos-
Poética II

James Hillman retira a psicologia do modelo médico e positivista, com sua ênfase no eu e no desenvolvimento, para vê-la como uma forma de arte, cujo objetivo é cultivar a alma, cultivar uma relação cada vez mais intensa e profunda com ela

Hillman é um dos criadores do movimento psicológico denominado psicologia arquetípica, que tem buscado aproximar a psicologia (ou seja, o logos de psyqué) da cultura, das artes e da filosofia, em lugar do consultório médico. Recebendo influências de Henry Corbin e do renascimento florentino, Hillman demonstra a relação que existe entre a alma e a morte, e que a individuação junguiana pode ser vista como um processo de fazer a alma. 

Edward Casey, filósofo , diz que imagem não é aquilo que vemos, mas sim como vemos. Para ver uma imagem não basta termos percepções. Algum processo psíquico deve se intrometer nesta atividade para que possamos dizer que estamos lidando com imagens e não com percepções. Este processo é a alma.

 http://www.museuimagensdoinconsciente.org.br/expos/arqueologia/arqueologia.html 

Podemos esclarecer dessa maneira a diferença entre estas três categorias. Aquilo que a perspectiva material afirma é uma verdade categórica. Um vaso de flores é apenas um vaso de flores. Está à minha frente e posso tocá-lo. Igualmente, o que a perspectiva espiritual afirma é também uma verdade categórica, literal. Um santo, em êxtase, pode voar. Esta afirmação não é uma imagem, é um fato. Espírito e matéria são inexoráveis em suas constatações.  

A alma entra transformando qualquer uma das duas realidades em imagens. O voar do santo não precisa ser verdadeiro. O jarro de flores diz mais do que ser um simples vaso de flores. A alma permite que joguemos com estas imagens, exatamente por transformá-las em imagens. Em resumo, a alma permite um olhar poético sobre o mundo.  

Gaston Bachelard, (1884-1962)- Filósofo da ciência, francês, desenvolveu uma Epistemologia própria , em consonância com a Teoria da Relatividade e Física Quântica,instaurando uma mentalidade científica não cartesiana ,era em
grande parte um autodidata e foi professor de história e filosofia da
ciência na Sorbonne, em Paris, de 1940 a 1955.Explora em suas
obras a dinâmica da imaginação à partir de uma base psicanalítica.
Sua
concepção romântica do pesquisador estendeu-se a obras sobre a psicanálise, os símbolos, os sonhos e a poesia, em cujos domínios reside o ser secreto das pessoas, situado além do alcance do pensamento, das leis e dos valores humanos
. ( psicanálise do Fogo-La Psychanalyse du feu(1937), faz parte de sua extensa obra .      // ( continuidade  na semana seguinte)

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