Virgínia Fulber

Dicas 
Dicas de Leituras
Tema   "A Gestão como Doença Social". Livro de Vincent de Gaulejac     

Recomendado para quem deseja entender o que se passa no interior das empresas em consequência das metodologias de gestão prescritas pelo capitalismo mundial integrado.

http://fr.wikipedia .org/wiki/ Vincent_de_ Gaulejac

Sob uma aparência pragmática, a gestão constitui uma ideologia que legitima a guerra econômica e a obsessão pelo rendimento financeiro. Os “gestionários” instalam, na verdade, um novo poder gerencialista.

Trata-se não tanto de um poder autoritário e hierárquico, e sim de uma incitação ao investimento ilimitado de si no trabalho, para tentar satisfazer os próprios pendores narcísicos e as próprias necessidades de reconhecimento.

Trata-se de instilar nas mentes uma representação do mundo e da pessoa humana, de modo que o único caminho de realização de si consista em se lançar totalmente na “luta pelos lugares” e na corrida para a produtividade.

Ora, a fim de melhor garantir seu empreendimento, essa lógica transborda seu campo e coloniza toda a sociedade. Hoje, tudo é gerenciado — as cidades, as administrações, as instituições, mas igualmente a família, as relações amorosas, a sexualidade...

O Ego de cada indivíduo se tornou um capital que ele deve fazer frutificar...

Essa cultura do alto desempenho, porém, e o clima de competição generalizada, põe o mundo sob pressão.

O assédio se banaliza, acarretando o esgotamento profissional, o estresse e o sofrimento no trabalho.

A sociedade é apenas um mercado, um campo de batalha insensata, em que o remédio proposto aos malefícios da guerra econômica consiste sempre em agravar a luta. Diante dessas transformações, a política, contaminada por sua vez pelo “realismo gestionário”, parece impotente para delinear os contornos de uma sociedade harmoniosa, preocupada com o bem comum.

Podemos, contudo, escapar dessa epidemia? Podemos repensar a gestão como instrumento de organização e de construção de um mundo comum, em que a ligação social importe mais que o bem individual? Em todo caso, essa é a pista que abre aqui o diagnóstico do sociólogo clínico.

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 entrevista feita durante um congresso de Psicologia realizado em Florianópolis, com Yves Clot, psicólogo do trabalho, que cita Vincent de Gaulejac. Essa entrevista está em http://pepsic. bvs-psi.org. br/scielo. php?script= sci_arttext&pid=S1516-371720060 00200008&lng=pt&nrm=iso .

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, textos do Eugène Enriquez 

- O homem so século XXI: Sujeito autônomo ou indivíduo descartável.

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1676-56482006000100011&script=sci_arttext

- Os desafios éticos nas organizações modernas.

http://www.rae.br/rae/index.cfm?FuseAction=Artigo&ID=279&Secao=RH%20ORG.%20PL&Volume=37&numero=2&Ano=1997

- O indivíduo preso na armadilha da estrutura estratégica. 

http://www.rae.br/rae/index.cfm?FuseAction=Artigo&ID=294&Secao=RH%20ORG.%20PL&Volume=37&numero=1&Ano=1997

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 “Pensar com sensatez é a virtude suprema, e sabedoria é dizer a verdade e obrar perscrutando conforme a natureza." (Heráclito de Éfeso Aforismo 112

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