Virgínia Fulber

 Indicações de Leitura

O valor da linguagem escrita na ordem do saber reichiano

Henrique J. Leal F. Rodrigues

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Resumo:

Procura discutir a fundamentalidade do compromisso da escrita na divulgação e avaliação do saber produzido pelo

movimento reichiano, seja no campo da individualidade da clínica, quanto no interior das entidades formativas.

Percorre a construção teórica e metodológica das psicoterapias corporalistas1 valorizando o resgate da linguagem

escrita, encarado como o suporte magno do conhecimento. Deseja criar um campo reflexivo sobre o narcisismo

institucional2 e o narcisismo individual3 como possíveis agentes geradores da crise de uma produção teórica

escrita que leva a marca da inviabilização à crítica e a avaliação, do uso de técnicas no setting terapêutico.

***

Sabemos e reconhecemos que a história do saber reichiano se liga intimamente à história da psicanálise. Foi

de Sigmund Freud, de seus escritos e de seus conceitos psicanalíticos que Wilhelm Reich produziu a base

inicial de seu pensamento teórico e sua práxis clinica. Tanto Freud, quanto Reich, tinham na clínica sua fonte

mais fecunda para a compreensão da dinâmica construtora do modos operantis da psique do ser humano. E,

foi a partir desta que iniciaram a construção da teoria psicanalítica, e da psicoterapia em seu mais amplo

sentido.

Tanto Freud, quanto Reich, nos legaram uma produção escrita das mais fecundas, que indicava a intenção

destes pensadores com a divulgação e perenidade de suas obras . Nos proporcionaram, assim, a

possibilidade de ler, aprender, avaliar, discordar e reconstruir novos paradigmas teóricos e clínicos através de

suas idéias explicitamente escritas em livros, manuscritos e papers de conferências.

Imaginemos, então, um Freud ou um Reich sem seus escritos?

Qual seria o legado de Freud ou Reich se ao invés de escreverem suas idéias e descobertas, apenas as

vivessem na clínica, e reduzissem o seu campo de debates à um restrito círculo de amigos?

Qual seria nossa herança se Reich ou Freud, ao escrever não fossem movidos pelo traço de caráter narcísico

que move o ser humano em sua ambição de reconhecimento, e que traduz uma enorme coragem, ao se expor

no mundo, a de se perpetuar em sua obra?

Leia todo Artigo em http://www.orgonizando.psc.br/artigos/escrita.htm

Frater, Virgínia

 Eu só poderia acreditar em um deus que soubesse dançar.Aprendi a andar; desde então, deixo-me correr. Aprendi a voar, desde então não preciso mais que me empurrem para mudar de lugar. Agora sou leve, agora eu vôo... agora um deus dança em mim.Assim falava Zaratustra."Nietzche http://groups.msn.com/4ms1ts1j46bo2h5g/nietzschelouasalombyvica.msnw

http://www.vaniadiniz.rpo.br

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