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Dicas Continuando
como tema de minhas considerações
anteriores, sobre inocência, silêncio ética e estética, nesta
semana ofereço
a vocês esta conclusão
do Artigo baseado numa adaptação das idéias básicas de um discurso de
James Hillman psicólogo, ,no Simpósio sobre Artes Criativas e Direitos
Humanos e, na Convenção AACD em Nova Orleans, em 24 de abril de 1987. O
artigo na íntegra está no Site Rubedo http://www.rubedo.psc.br/artigosb/dirsilen.htm,
onde o autor examina a
relação entre a imaginação, o silêncio e a democracia, e sustenta que
todos os direitos humanos dependem da liberdade de imaginação e
sensibilidade estética. Como o artigo é longo
e dirigido a terapeutas, decidi
aguçar, através desta seleção, a
atenção do leitor leigo a
estes argumentos lançados
por Hillman, e a leitura de suas obras que são dirigidas as pessoas
em busca de auto
conhecimento,e ou, que estão em processo
terapêutico., pois suas obras
contribuem
no crescimento e aceitação de si mesmos.
Vamos pois as palavras
deste :
"Eu terminarei com um floreio final de retórica
política. Conselheiros são os verdadeiros guerreiros da liberdade. Nós
somos guerreiros da liberdade não somente em razão de nosso ultraje
sobre a discriminação de raças e opressão ao sexo, sobre a exploração
corporativa e a pobreza do consumismo, sobre mimar crianças e
negligenciar crianças, corrupção das drogas, poluição empedernida,
absurdidade do aborto, destruição dos livros-textos escolares, machismo
militar, práticas burocráticas mesquinhas, fraude fundamentalista,
hipocrisia da angariação de fundos, sem falar da surpreendente gama de
tragédias de clientes que os conselheiros tem que encarar diariamente. Nós
somos guerreiros da liberdade porque nós somos a guarda avançada da
imaginação quando ela tenta invadir nossa civilização ao tocar seus
cidadãos através dos sintomas de seus descontentes. E nós somos a
guarda avançada porque nós, assim como os artistas, somos aqueles
autorizados a encontrar-se com os sintomas por meios imaginários. Nos
foram dados as ferramentas da terapia pela arte, brincar na areia, drama,
dança e a argila, e salas para conversação e silêncio. Além do mais,
nós, diferentemente dos artistas, recebemos uma autoridade especial para
usar essas ferramentas da imaginação com as vítimas da civilização,
os sintomáticos privados de seus direitos que são os nossos clientes. Eu
vou lembrá-los especialmente das crianças privadas de seus direitos que
carregam tanto da imaginação desordenada de nossa civilização, muito
convenientemente, muito racionalmente chamadas “desordens de
ajustamento” e “desordens comportamentais”. Na Nicarágua, Afeganistão,
Transvaal, Iraque e lugares mencionados pelos noticiários ou nem ainda
percebidos por eles, crianças jazem em campos de batalha e morrem de
fome. Nossas crianças definham na alma, vítimas de uma outra depauperação
e outra fome: a sistemático anestesiamento da imaginação em nome do
desenvolvimento e da realização. O empurrão para a frente, começando
ainda mais cedo, manteve-as fora da sala da fantasia, privando-as desta
grande dádiva com a qual cada criança é dotada: a maravilha do silêncio. Através
delas e do nosso trabalho com elas em “silêncio, exílio e astúcia”
(Joyce, 1964, p.247), os pequenos princípios de um verdadeiro agente da
imaginação pode subversivamente reentrar na comunidade e furtivamente
infiltrar o corpo político. “Que a civilização possa não
afundar,/sua grande batalha perdida/Aquiete o cachorro, amarre o pônei”
pois, como William Butler Yeats escreveu (1952) no mesmo poema, “Como um
inseto de longas pernas no córrego/ [a] mente se move no silêncio
."James Hillman O
Código do Ser James
Hillman Ensaio 356 páginas
Esgotado Tradução
de Adalgisa Campos da Silva ISBN:
8573021578 Vocação e destino: a missão de cada um "Na
análise final, só contamos para alguma coisa por causa do essencial que
encarnamos, e se não encarnamos isso, a vida é desperdiçada." (C.G.
Jung) Cada
pessoa entra neste mundo atendendo a um chamado. Reconhecer este chamado
é primordial para se alcançar a realização. É o que nos revela o psicólogo
junguiano James Hillman, autor de O CÓDIGO DO SER, da Editora Objetiva.
Desafiando diversos mitos da psicologia contemporânea, Hillman expõe,
com base em Platão e outros filósofos, porque não existe um ser igual a
outro, nem mesmo no caso de gêmeos dotados de idêntica carga genética e
criados pelos mesmos pais. O caráter e vocação de cada um, segundo o
psicólogo, não se explicam apenas pela genética e o ambiente em que
crescemos. Em
seu livro, Hillman desenvolve a instigante teoria da semente de carvalho.
Do mesmo modo como o destino de um imenso carvalho já está escrito em
sua pequena semente, o ser humano traz em si as marcas do que há de
desenvolver. O paradeigma de Platão, o gênio dos romanos ou o daimon dos
gregos apontam para a mesma idéia: a existência de uma imagem que
sombreia a nossa vida, trazendo em si o nosso destino. A
Força do Caráter James
Hillman Ensaio 256 páginas R$32,90 Tradução:
Eliana Sabino ISBN:
8573023481 O psicólogo James Hillman desdobra a tese lançada por ele em
O código do ser e afirma que só na velhice o caráter de uma pessoa se
define "Para um livro sobre a longevidade, A força do caráter é
simplesmente perfeito, não somente pela sabedoria de seu conteúdo, mas
também pelo tom e ritmo"San Francisco Chronicle"Como sempre,
Hillman dá um novo sopro de vida a um venerável conceito e, ao fazê-lo,
nos ajuda a redescobrir as possibilidades anímicas de quando
envelhecemos" Sobre
J. Hillman <conferencista internacional, autor de mais de 20 livros,
dentre eles o best-seller O Código do Ser, publicado pela Objetiva.
Analista junguiano e criador da "psicologia arquetípica" pós-junguiana,
lecionou na Universidade de Yale, na Universidade de Siracusa, na
Universidade de Chicago, e na Universidade de Dallas - onde foi
co-fundador do Dallas Institute por Humanities and Culture. Mora em
Connecticut, EUA |