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Dicas
RELUME DUMARÁ - 2000 - 118 págs.
“Assim
como no pensamento e na política, também nas relações de amizade existem
matrizes que monopolizam o nosso imaginário e do mesmo modo condicionam
como pensamos, amamos e agimos nos relacionamentos afetivos. Este livro,
escrito na crença de que as nossas formas de sociabilidade e de
relacionamento são pobres, procura alternativas para esse imaginário
ortodoxo, contesta as imagens familiar e fraternal dominantes na
amizade, e convida para a criação de novas imagens e metáforas que
possam politizar os sentimentos. Traça este caminho em companhia de
Hanna Arendt, Derrida e Foucault, críticos da despolitização e do
esvaziamento do espaço público.”
Autor Francisco Ortega
“Inúmeras questões surgem quando lemos o belo livro de Francisco Ortega. Não se trata de apontar para os limites do que ele fez; trata-se de mostrar como ele foi bem-sucedido na empreitada intelectual que assumiu. Pois, pensar como Foucault é jamais parar de pensar. É perguntar, sempre e uma vez mais: por que tem de ser assim? Por que não poderia ser de outra maneira? Por que devemos acreditar no que nos dizem , agora, se, antes, já nos disseram tantas coisas, tantas vezes, tão diferentes? O grande mérito de Ortega é que ele é foucaultiano porque é Francisco Ortega no modo de pensar, de se inquietar e de nos levar a querer ser outra coisa, depois de ouvi-lo falar sobre o prazer e a amizade em Michel Foucault. Não vejo que maior elogio poderia ser feito a seu trabalho.” Jurandir Freire Costa “O trabalho de
Francisco Ortega sobre Foucault é único na produção brasileira. O autor
se centra na noção de amizade, típica da última etapa do pensamento
foucaultiano. A pretensão de Foucault, diz ele, era dupla: primeiro
definir a filosofia como estilo de vida e não como posse da habilidade
argumentativa com vistas à descoberta da ‘verdade’; segundo, rediscutir
a noção de ética, desvinculando-a dos tradicionais problemas morais. Em
síntese, trata-se de conceber um modo de vido no qual o Bem e o Bom não
se contradigam e o Um e o Outro não se sujeitem à heteronomia de um
Grande Outro que oculta suas origens mundanas, sob regras
transcendentais, princípios formais ou universalidades racionais
apriorísticas. Visita ao Site de Jurandir Freire Costa em http://www.jfreirecosta.com.br |