Virgínia Fulber

Duas Cantigas Brinde À Poesia

Duas cantigas  brinde  ‘a  Poesia

 “Fábrica” de tempo   

Poesia és  amada  Poeta

Transformas emanações

com interpretação gentil

 

Propulsora de ressonantes pulsações  

sentida poesia  força furacão

 

Estoura  bolhas sofridas

Latentes feridas , alegrias, pensamentos

intuições

 

Expulsa vida dos úteros/bolsões

descola

decola cora'ação

 

Provoca  devires ...paixões

anseios  de mais e melhor ser

 

Por teu dia amiga Poesia 

um poema

finda  tardia  hora

embalada  em braços/laços

versos/verbos /poesia

 

seguindo  eternamente

soltando  a voz

fazendo -se vento

a impulsionar

velas   dispostas

âncoras descalças

 

Adiante

rumo a conquista de novos

horizontes

 

Distantes corpos/mentes

Semeadores de ternura pela existência

Dourando substâncias 

 

grata  à vida que nos proporcionou  este

fraterno  agenciamento, ela mesma  POESIA !  (para Amiga Poeta Vãnia M. Diniz )


 “Ritornelo  “ ? *

Salve  a Poesia  

Salve os poetas

Salve  trovadores

Salve  todo e qualquer verso

medido , desmedido

frágil, forte

qualquer verbo

que da gaiola  consegue escapar

          voar, dançar

 

Nalgum coração este verso torto, reto,

Tolo, com rima , sem ela 

Bonito  , correto ,  medíocre

Indolente, imaturo, pretérito

patético

Haverá de provocar um sentimento/movimento

repulsa, ternura

suor, desprezo 

dança movimento

 

O fato é  que verso é   vento

faz mais andar

melhor  tentar

 

Somos espelhos  e espelhando  vamos

até  mais  enxergar 

Talvez um só verso aconteça 

Cresça e

amanheceremos  humanamente melhores

com humildade suficiente de ouvir

os ritornelos sem julgar , pois

Poesia  teu nome é  mulher/mãe

De toda escrita  e produção científica

Que não haveria sem erro , coragem

De errar  e ternura dalgum olhar

 

NOTA >Ritornelo  sobre o conceito  no link

http://www.vaniadiniz.pro.br/virginia_fulber/artigos.htm

 em   Não Artigo < fabricando Tempo>

vica d' além mar 

21/03/2006

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