Virgínia Fulber

Janela Aberta

Na janela aberta, sem grades, cortinas de voal ,

dispostas à brisa faceira convida à troca de idéias...

falar sobre a vida ,experiências, vivências passadas ,

reminiscências .

     Uma janela para debruçar-se e falar  também 

do agora ,alongando-se sobre nossos sonhos ,metas,

quimeras. Deixando  transparecer tênue luz   de vela 

amarela, como um sol particular, estendendo-se ao luar.

A mulher sonha , descontraída, numa sexta-feira quente,

que favorece a beleza dos sentimentos e os encoraja para  

desabrochar em cores e formas .Adorna o    caminho do

transeuntes que  à sós, sonham em  encontrar alguém com 

algo a dizer, algo a trocar, novos contatos, uma proposta 

singela de aproximação   sem receios,   despida de  falsos

conceitos sobre o si mesmo. Nesta esperança desprende-se 

uma pétala de rosa, fugindo ,dançando, flutuando janela à fora.

Descansada a pétala espera, adora com forma, colore a calçada nua.

Chama com seu perfume, alguém mais à rua para que esta não sinta-se 

tão crua.

     Um convite , um agrado , selado, marcando  encontro ao pé da janela nas mãos de tênue esperança .A rua sorri, o sorriso da mulher de meia idade que como ela muitos já viu passar...porém poucos se alteram ao perfume esquecido pelo tempo nas pedras que à espera do novo contato, ainda graceja sob o olhar travesso do tempo   este é       despercebido    no momento em que janela a fora  alma põe-se  a alma voar!

 vicamf@yahoo.com.br

  Vica_f@hotmail.com

Tua , Virgínia Fulber 12/06/2004

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