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Amor, Berço de Mim Sem cera, sem máscara , disfarce, nua e descalça me ponho ao deitar ao orar ao teu olhar Nua sou inteira em tardes tomo banhos de ar em noites lavo-me com luar Sem espelhos fazíamos amor nas tardes envoltos de mar no purpuro entardecer Nenhum de nós poderá macular o que primeira estrela abençoou no purpuro entardecer Em tempos de dor cultivei ninho seda e plumagem asas que me viriam libertar Cera derretida mostra alguma ferida pérola querida órgão em desalinho Envolta em linho ainda eu que cresci e criei asas por entrega sincera Ingênua Transparência /Decência Em ser e me dar (AMAR) a mim / a ti E ao mar! Virgínia F. de Além Mar : "O homem é livre na exata medida em que tem o poder para existir e agir segundo as leis da natureza humana (...), a liberdade não se confunde com a contingência. E, porque a liberdade é uma virtude ou perfeição, tudo quanto no homem decorre da impotência não pode ser imputado à liberdade. Assim, quando consideramos um homem como livre, não podemos dizer que o é porque pode deixar de pensar ou porque possa preferir um mal a um bem (...). Portanto aquele que existe e age por uma necessidade de sua própria natureza, age livremente (...). A liberdade não tira a necessidade de agir, mas a põe" (TP, II, 7 e 11).ESPINOSA no "Tratado Político" |