Virgínia Fulber

 Ao Mestre Li (Aleph)

Ao deitar  seu olhar transparente
Alquimizava alheia alma
Por lábios juvenis , perfumada palma
E, por corretos gestos, ensinava o saber ardente

Possuidor de um andar pungente
Tragava do silencio a nota calma.
Enquanto sua voz ondulava doce; vivalma 
Transpirava segurança efervescente.

Tropecei nas contas de amargura
Dos seus olhos perdi então frescura
Mas ficou a lembrança da infinita ternura !

Certeza tenho, o que me fez sentir persiste
Continuando a abrandar o ranger de auroras
Enquanto, discretamente, segues semeando agoras ...

* virgínia além mar
vicamf@yahoo.com.


 
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