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Ariadne
escrever é: juntar letrinhas sentimentos entre-laçar pontos, linhas saltar distâncias, fazer um bordado atravessar paralelas curtinhas juntar figuras de linguagem ... dançar um lindo balé voar mais alto ver como os gaviões lamber areia feito mar...
é tirar sons de castanholas de velhos teclados desenhar sonhos correr feito rio sentir nos pulmões ventanias soprar o aroma das manhãs... é deixar escorrer o néctar do coração purgar salivas ancestrais espremer e esticar o cérebro... aconchegar como uma mantilha de lã... é brincar na areia nas tardes de sábado construir castelos de areia, de sonhos ...
é rolar entre as folhas do outono beijar flores, respingar orvalho sobre os lençóis fazer amor com a humanidade... é aprender a calma das pedras a beleza das nuvens... é cantar e fazer-se ouvir em silêncio despertando as próprias canções do leitor é apurar ouvido, escutar sinfonias dos gramados, riachos,colinas,florestas... navegar, flutuar com velas içadas entre canais estreitos e mar aberto...
escrever é: das estrelas tentar aprender rumos navegar e mergulhar em profundas águas desvendar mistério dos mares de si... perder-se de si para reencontrar o luar... é permitir a si e ao outro o baile do florescer primaveril e dançar as nuvens de algodão enamorar-se das fronhas que sabem guardar segredos... talvez mais... talvez menos...
es-crê-ver... é sempre um devir infância... Afirmação da VIDA ! virgínia além mar 24 de julho 207 |