|
|
|
Ausências Tempos estados do ser II Tenho trapos, farrapos e saudades. Saudades de ter com o que sonhar, nas noites me deito, um sono sem precedentes, antecede-me no leito um dueto, entre a vontade e a saudade encontro mais um rasgo em meu peito. Sangra ainda a incompleta, mais intensa palavra não dita, a mais íntima presa, nas rendas da rôta camisola pingentes de lágrimas adornam os não ditos de minhas paixões.
Houve um tempo de verão, neste esvoaçavam vestes claras, pés descalços, tocavam estrelas, nos olhos refletida lua dançava, nas ondas um murmúrio de esperança, permeavam todo um ser... Houve um tempo... virginia/julho/2002 |