*Virgínia Fulber

Devir
Virgínia além mar

O que é a infância senão florilégio

Estágio inicial de experimentação

Do qual gozamos e revivemos com emoção

Dia é chegado de celebrar momento régio

 

De  infância poderíamos  cobrir o coração

Se aos devires infância abrisse-nos ao privilégio

Ao contato com crianças no colégio

Louvar tempo - brinquedo e viver uma porção

 

Mas queremos educar sentidos

Converter ouvidos

Amputar olhares comovidos

 

Há  tempo de o esquecido  reaver

Desautomatizar buscar fluidez no viver

Rodopiar, olhar de baixo para cima o carretel de estimas!

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A atividade de escrever não tem a ver com o problema pessoal de cada um. A literatura, a escrita, tem fundamentalmente a ver com a vida.Mas vida é qualquer coisa superior ao que é pessoal... Escrever é sempre se tornar alguma coisa. Nós escrevemos para a vida e nos tornamos alguma coisa. Escrever é devir, é se tornar tudo aquilo que se quer, menos um escritor... Há um devir-infância da literatura, mas não de uma infância em particular...

 

Não escrevo contra alguém ou algo. Para mim, escrever é um gesto absolutamente positivo: dizer o que se admira e não combater o que se detesta. Escrever para denunciar é o mais baixo nível da escrita. Em contrapartida, é verdade que escrever significa que algo não vai bem no estado da questão que se deseja abordar. Que não se está satisfeito. Então, eu diria: escrevo contra as idéias prontas. Escrevemos sempre contra as idéias prontas.- Frag do Abecedário de Gilles

 

Virgínia Além Mar

vicamf@yahoo.com.br

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