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Escrever quando creio-me vazia escrevo e percebo o quão repleta de imagens estou as palavras carregam meus símbolos inauguram outros atam-me às estrelas puxam-me ao fundo do oceano retorno amanhecida ...
quando em mim não caibo também escrevo e retorno ao vazio que ansiava como as marés não cesso sedo ao diálogo íntimo e universal costurando figuras na borda do pensamento... um mel jorra nesta fonte uma cratera encontro um vulcão reacende ...
ainda gemo, flamejo ainda cresço no solo de mim mesma ainda semeio chamas a ao meu redor ...
escrever é circular, é revolução... é reencontro com águas, terras, sol e ar e mais um punhado de mar ... * virgínia
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