Virgínia Fulber



Mães

Gerar proteger, aninhar

amamentar, agrupar...

Desejo de menina ser mãe e acalentar

 

Com alguma ansiedade e muita disposição

complementar, repartir é de boa vontade o coração

 

Algumas com dificuldade, outras com naturalidade somam

as suas vidas uma prole, estórias que se entrelaçam

mas sobretudo, as mais amorosas só desejam ver andar

e florir seu jardim em tons desiguais

 

Me visitas, te visito, entretanto dentro, próximos , internamente

hás em mim como visgo, fibra poção de amor

 

Um condão ainda que invisível, indiluivel

nos mantém unidos do  início ao fim

 

Na maturidade desligados seguimos em frente

mas o calor há de permanecer no inconsciente

nos sonhos até que libertos transitemos entre 

nossos universos femininos ou masculinos

e este se reconhecerão humanos, carentes e

eternamente desejantes...

Sobre a imagem  Matrioshka (também  babuchka- feminina )

Uma  história sobre a origem das bonecas russas é que um senhor que esculpia e vendia bonecas uma vez fez uma boneca tão bonita que não quis vendê-la, levou para a sua casa e colocou no seu criado mudo e deu o nome a ela de Matrioshka. Todas as noites antes de dormir, perguntava a Matrioshka se estava feliz. Até que em certa noite Matrioshka pediu um bebê. Então o senhor esculpiu uma boneca menor chamada Trioshka, serrou a Matrioshka e colocou o bebê dentro dela. Mas logo na noite seguinte, a Trioshka também pediu um bebê. E lá se foi o senhor e fez uma boneca e colocou dentro da Trioshka, desta vez a bebê se chamava Oshka. Assim seguindo o caminho das outras, na noites seguinte Oshka pediu um bebê e lá se foi novamente o senhor fazer mais um bebê. Só que desta vez pensando que isso não iria acabar mais, o senhor fez o bebê e desenhou rapidamente um bigode nele e o chamou de Ka, garantindo que seria homem e não iria pedir um bebê novamente.

vicamf@yahoo.com.br

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